ATUAÇÃO DAS MULHERES NA POLÍTICA

03/10/2012 06:26
Abordagem de Tanny Cristina de Almeida
Candidata a Vereadora em Várzea Paulista/SP pelo PSDB
 
   Várzea Paulista, em seus 47 anos de emancipação, contou com apenas uma representante do sexo feminino na câmara municipal.
Nos dias de hoje, contamos com a atuação das mulheres nos mais diversos setores. Juíza, promotoras, advogadas, médicas, dentistas, secretarias, vendedoras, motoristas, frentistas, garis, mas atualmente não contamos muito com o brilho da mulher na política
   Sabemos que as conquistas socias e os direitos desfrutados hoje pelas mulheres brasileiras, são consequências de um esforço de gerações e gerações.
   A prova dessa luta são as vitórias conquistadas em sindicatos,associações, comitês, ou mesmo, manifestações individuais procurando de certa forma contribuir para que os demais possam participar ativamente dessa sociedade.
   Portanto, convivemos ainda com um elevadíssimo índice de violência contra a mulher, discriminação, classe social e/ou financeira.
   Decerto, temos muito que caminhar em busca da igualdade de gênero, da autonomia ecônomica, e, sobretudo, na participação política/social.
   Um grande avanço a nosso favor, foram as "cotas por sexo".
   A Lei 9.100 aprovada em 1995, fixava 20% das vagas para as mulheres e a Lei 9.504 aprovada em 1997, assegurava uma cota mínima de 30%.
   Temos uma resistência dos partidos e a dita "questão cultural" com a internalização, pelas próprias mulheres, de que o mundo político não seria nosso lugar.
   Acredito num certo medo masculino de que as mulheres passem a ocupar seus espaços e/ou mandar neles.
   Existe ainda a tensão existente na tentativa de conciliar carreira política e a vida familiar.
   Os empecilhos vem desde a resistência dos maridos, passando por questões domésticas e educação dos filhos.
   Sensibilidade, afeto, carinho, parecem que são mais a nossa cara.
   São questões que me parecem o verdadeiro papel das mulheres na politica. Tornamos os espaços do poder "menos áridos, menos cruéis e mais dignos". Transformamos a política chamada de dura, mais masculinizada, em uma política mais leve, mais suave a partir de nossa sensibilidade.
   Apesar de relatar que a participação das mulheres vem ficando mais forte a cada eleição, essa paridade entre os sexos ainda existe e mais forte para os sexo masculino. Os números ainda não mudaram muito, mas a forma de fazer política está mudando.
   É inegável que as mulheres tem uma dedicação especial na chamadas áreas sociais.
   Nós temos um olhar diferente, mas delicado, mais sensível nas questões relacionadas a saúde, educação, assistência social, e talvez por isso, enxergamos as coisas, as situações, com mais clareza, com os olhos de mãe, com os olhos do coração.
   Portanto, temos um papel muito importante dentro da política e devemos, em cada eleição que passa, elegermos uma mulher pra nos representar. Só assim, conseguiremos com nossa união, com nossa força, nossa sensibilidade, nossa coragem,  cada vez mais o nosso espaço dentro das câmaras municipais, estaduais e federais.
 
 
 

 

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