A MULHER NA CÂMARA MUNICIPAL

28/09/2012 07:32

Por uma Várzea Paulista mais justa e igualitária.

Abordagem de Maria Imaculada  Ferreira Rosa

Candidata a vereadora em Varzea Paulista/SP pelo PT

   Várzea Paulista reflete a realidade de todo o Brasil. A maioria da população é de mulheres, ultrapassando os 51%. Ainda que disputando em igualdade de conhecimentos e competência de gestão, as mulheres continuam ocupando raríssimos cargos de importância e ganhando menos que os homens. Na política a proporção é ainda menor. Assunto que foi motivo de cobrança durante encontro do Cedaw (Comitê das Nações Unidas para Eliminação de toda as Formas de Discriminação contra a Mulher), realizado em Genebra, no início deste ano. Segundo o Cedaw, apesar de o Brasil ter mulheres em pontos-chave da administração federal, a começar pela presidente da República, Dilma Rousseff, e das dez ministras que fazem parte de seu governo, a atual bancada feminina na Câmara Federal representa apenas 8,77% do total da Casa, com 45 deputadas. No Senado, há 12 senadoras, dentre os 81 lugares.

   De acordo com a representante do Brasil nos organismos internacionais em Genebra, embaixadora Maria Nazaré Farani, o Brasil não conseguiu avançar muito. "Temos uma mulher como presidenta da República, mas o número de deputadas e senadoras é muito baixo, apesar das mulheres serem maioria da população", diz. A embaixadora considera que há avanço em termos qualitativos, mas não em termos quantitativos.

   Em Várzea Paulista não tem sido diferente. Há 47 anos tivemos a primeira e única mulher a nos representar na Câmara. Depois disso, nunca mais uma representante teve vez ou voz dentro do Legislativo varzino. É preciso que mudemos esse quadro com extrema urgência. É preciso que acabemos com essa desigualdade que, sem dúvida, afeta a vida de toda a população, haja vista que somente as mulheres, que vivem essa discriminação no dia a dia, podem reverter esse panorama tão injusto e desleal.

   Se por um lado a mulher é mais cautelosa, organizada e mais propensa a tomar iniciativa e denunciar o que vê de errado, é importante enfatizar que não basta ser mulher para representar sua comunidade. É preciso que ela tenha um histórico de luta, compromisso com as políticas para as mulheres e com a sociedade, capacidade e conhecimento para competir no mesmo nível de igualdade dos homens e acima de tudo, uma vontade imensa de acabar com a injustiça e a desigualdade.

   Com o governo atual, Várzea Paulista teve avanços importantes na área de políticas públicas e em defesa da mulher. Neste ano inauguramos o Centro de Referência da Mulher, um equipamento de extrema importância para atender mulheres vítimas de violência. Há oito anos somos a única cidade da região a ter uma Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres. Mas o déficit democrático de gênero na representação política ainda não progrediu. Essa é a hora e a vez da mulher ajudar a transformar de vez a história de Várzea Paulista. Os primeiros passos já foram dados. O governo atual tirou a cidade de um estado de verdadeira calamidade deixada por administradores que não reconheciam nem mulheres nem a população como protagonistas de transformação de uma sociedade. De forma alguma podemos retroceder. Várzea Paulista tem que avançar e para isso precisa eleger um bom candidato a prefeito, não só por sua competência e conhecimento de todos os processos da prefeitura, mas por toda sua trajetória de luta e de compromisso. E, claro, Várzea Paulista precisa sair desse limbo da cultura machista e eleger mulheres competentes e comprometidas com o futuro de sua terra e sua gente.

A presidente Dilma Roussef, que hoje tem mais de 80% de aprovação de seu governo, já provou: as mulheres podem e podem muito.

 

 

 

 

 

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