A IMPORTÂNCIA DA PAIXÃO DO CRISTO EM CADA UM DE NÓS

18/04/2014 07:46

  

  Adaptação do artigo de Alsibar  

  Fonte: http://alsibar.blogspot.com.br/2013/03/o-significado-da-paixao-de-cristo.html

 

  Qual a importância da Paixão de Cristo, a do Cristo de toda a Humanidade, que pode muito bem ser também Buda, Krishná ...

  Quanto a isso algumas questões podem ser consideradas:

  - Qual o profundo significado por trás da Paixão de Cristo?

  - Qual mito Jesus encarnou através do seu exemplo de amor e sacrifício pela humanidade?

  - O que isso tem a ver com a vida de cada um de nós?

  - Por que é tão importante meditar sobre isso, não só agora, mas ao longo do ano? 

  - Qual a diferença entre o Jesus humano e o Cristo Universal?

   Muita gente provavelmente não entende por que Jesus passou por todos aqueles sofrimentos e humilhações que culminaram com sua morte trágica. Algo curioso pode ter acontecido com muitos de nós, principalmente quando assistíamos filmes e peças que retratavam a Paixão, e inexplicavelmente tinhamos a esperança que Pilatos fosse absolvê-lo no final. Como se pudesse testemunhar um outro fim para essa história fatídica. Havia interiormente a esperança de que isso acontecesse antes de proferir sua sentença memorável, mesmo sabendo de sua total impossibilidade. Quem não deve ter sentido uma certa hesitação em Pilatos e achava que a qualquer momento ele iria absolvê-lo. Muitos devem ter torcido por isso. Mas logo depois vinha o gesto inevitável e com ele, a tragédia da Paixão.

   Nesse momento, Jesus não é apenas o “rebelde” sentenciado pelas leis de Roma, que a história diz ser manipuladas pelos  doutores da Lei judaica. Jesus encarna o mito do Redentor do mundo. Aquele que dá sua vida à humanidade. No Tarô Mitológico, ele é representado pela carta do Enforcado- simbolizado pelo titã Prometeu. Segundo a mitologia, foi Prometeu quem criou o homem com barro e água. Zeus, temendo que os homens se tornassem iguais aos deuses, impede-lhes que descubram a existência do fogo. O Rei dos deuses tentava manter a humanidade em seu estágio bestial e primitivo. Mas Prometeu rouba o fogo dos deuses e doa aos homens. Quando descobre, Zeus fica enfurecido e prende Prometeu em uma colina submetendo-o a uma terrível tortura: durante o dia uma águia come-lhe o fígado, que cresce novamente durante noite em um ciclo interminável de agonia e dor. Prometeu se sacrifica pela humanidade por que a ama como parte de si mesmo. Exatamente como Jesus Cristo, o Nazareno.

   Jesus foi além do Mito, daí sua força e poder. Ele é o verdadeiro Salvador da Humanidade. Não mais um mito fictício como Prometeu- mas alguém real, histórico, de carne e osso. Saber que alguém como ele existiu nos eleva à condição de deuses potenciais, pois ele é igual a nós em manifestação e essência.  A manifestação é a carne e a essência é a centelha divina que anima o homem.

   Assim, a Paixão de Cristo vem comovendo pessoas do mundo todo ao longo de séculos e milênios. Em uma outra perspectiva, particularmente na Tradição de Mistérios Gnósticos, a morte do Jesus humano representa a morte do EGO. Essa morte nunca é aceita, pois o EGO não quer morrer. Ele se recusa, pois teme o sofrimento. Mas sem a morte do EGO, Jesus não poderá se transformar no Cristo, o Messias, o Salvador do mundo. Seu sacrifício não é apenas um capricho de um Deus cruel que envia seu filho para ser morto pelos homens. Deus se fez carne em Jesus. É a própria Divindade que se sacrifica pela sua criação e sofre junto com ela. Deus na forma do Cristo nos dá o maior de todos os ensinamentos: o do seu próprio exemplo de amor ilimitado, compaixão e doação incontestável.

   Se o Jesus humano que representa o EGO não morrer, o Cristo que representa a Consciência divina não nascerá em nós, ou melhor, não ressuscitará. Refletir e meditar no sentido mais profundo da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo pode levar-nos a compreender nosso próprio processo de crescimento e evolução, impulsionando o despertar da  CONSCIÊNCIA CRÍSTICA em nós!

  O Cristo reside em cada um de nós e devemos permitir Ele nascer e viver em nós, como diz o Apóstolo Paulo: “Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” (Gálatas 2.20). Não seria essa a missão individual de cada um, aqui e agora?

 

 

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