A REINTEGRAÇÃO DA OCUPAÇÃO DOS REIVINDICANTES DE MORADIA EM V.PTA.

30/04/2014 10:54

  

  Ontem, 29/04, a Policia Militar deu cumprimento à decisão judicial para desocupação da área invadida no Jd. Paulista por mais de 60 dias pelos reivindicantes de moradia, aqui em Várzea Paulista.

  O procedimento começou por volta das 06h com a interdição da av. Pacaembu e uma faixa da marginal ao lado da área, com a chegada do forte contingente policial e helicóptero sobrevoando o local. As escolas e UBS próximas estavam fechadas.

  O aparato policial foi grande, e não permitiram que a imprensa entrasse dentro da ocupação e registrasse a ação por motivo de segurança, segundo as autoridades presentes. 

  Foi possível observar nas proximidades, e ao longo da lateral da área, vários barracos serem derrubados expontaneamente, muitos tiveram que ser convencidos pelo líder, alguns retiraram suas coisas e em vários pontos os próprios reivndicantes atearam fogo nas barracas. Tudo sem promoverem quaisquer incidentes. O mais resistente foi o que construiu em alvenaria, mas que cedeu no final também.  

 * Vide vídeo de Carlo Nanni

  Em dado momento, na entrada da ocupação, logo no início um representante do Conselho Municipal de Habitação, segundo o líder dos reivindicantes, ofereceu ao líder uma área para que os ocupantes em nome da Secretaria da Ação Social, um ginásio no Jd. America II. Quando foi instado a confirmar a proposta, na presença da representante do Conselho Tutelar e da imprensa e TV, ele negou e desmentiu ter dito.  

  * Vídeo da fala do líder sobre a proposta do Conselho de Habitação

  Em todo o momento do cumprimento do mandato judicial a PM foi tranquila, discreta e firme no cumprimento do mandato judicial, em momento algum foi observado qualquer incidente, e o Tenente Coronel Henrique Neto, do 49º BPM, concedeu entrevista coletiva à imprensa presente comentando a ação da policia, e que pode visto no link abaixo para quem tem facebook:

 * Video da fala do Tenente Coronel Henrique Neto 

  Logo em seguida o líder do movimento também deu entrevista à imprensa, criticando a postura do governo e comentando a forma discriminatória do prefeito ante à questão social, segundo ele, e confirmando que não houve confronto mesmo com algumas resistências dos ocupantes, porque soube conduzir o pessoal com serenidade, equilíbrio e firmeza apesar da tensão reinante.

  A desocupação estava prevista para transcorrer por todo o dia, mas por volta das 15h já estava dada por encerrada, com o local já sendo cercado pelo proprietário. Também não ocorreu dos reivindicantes irem para a frente da portaria da prefeitura como era esperado, a saída foi pacifica, sem transtornos e sem reações, mas foram a noite na sessão pública da câmara municipal. 

  Na sessão o líder foi autorizado a falar na tribuna, onde criticou a falta de interesse e a inércia do governo executivo e legislativo quanto a essa questão social, cujo déficit de moradia perdura a há muito tempo e vem crescendo ano a ano. Os presentes comentaram que nada de concreto foi oferecido pelos vereadores, ou seja, segundo eles: nada além de promessas de verem o que talvez possam tentar fazer.   

  Viu-se que o sonho desta aventura pode ter terminado, mas que a esperança permanece...

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