117 - O QUADRO POLÍTICO DE HOJE !

02/12/2012 11:18

    Por Gislaine P. Oliveira

   Antes das eleições tudo são flores, caminhadas pelos bairros, acordos políticos, reuniões intermináveis e sorrisos.

   Pós-eleições as caminhadas pelos bairros, acordos políticos, reuniões intermináveis tudo vão por água abaixo, por causa dos interesses pessoais.

   Então acho que vale apena refletirmos o que estamos buscando, e o que é ideal nesse cotidiano político?

   Se procurarmos somente o que é ideal, teremos como resposta a “FRUSTAÇÃO, INSATISFAÇÃO E CONSEQUENTEMENTE O FRACASSO”.

   Hoje temos o direito sagrado de fazer nossas escolhas.

   O problema é quando sucumbimos aos estereótipos vigentes, perdemos a conexão com o nosso desejo real.

   O grande problema que visualizo nesse cenário é que ele é imutável, como o próprio ideal do paraíso.

   Porque as coisas mudam, os equilíbrios se rompem, as realidades se alteram, as proporções variam e o caos impera.

   Numa concepção metodológica de democracia realista, marcada pelo caráter descritivo, buscando "a verdade efetiva das coisas" devemos conscientizar cada participação do cidadão em um regime político considerado democrático.

   Ponderando sempre que: a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humano, em que vestimos.

   As eleições municipais confirmou isto. As lideranças regionais em ascenção tiveram como motor a resposta positiva das camadas mais pobres em ascenção.

   Há uma tendência de ficarmos numa permanente terra em transe, em suas próprias palavras, estamos à beira de uma metamorfose quase espontânea para um estado mais evoluído da consciência do descaso, nos leva a uma boa dose de ignorância, a não observamos a falta de planejamento, e ficarmos atônicos assistindo tudo.

   E sentimos a impotência e inutilidade como resposta a todos os nossos questionamentos

   E nos perguntamos como remediar o problema.

   Atribuirmos somente a culpa e esperamos que as consequências passem com a boa vontade!

   Seria essa a resposta que queremos? Por isso que sempre digo: somente se mobilizarmos as pessoas e provocarmos o poder público, vamos conseguir tira-los do conforto dos seus gabinetes. Temos que ter consciência que o espaço público é de todos, e que os problemas são de todos também.

   Que a roupagem que nos vestes, seja de dignidade, perseverança, humildade, honestidade acima de tudo, que nossos ideais sejam democrático, com a única finalidade restaurar no cenário atual, corrompido nos valores e objetivos, mesmo que esse cenário hoje vigente tenha sido devido as nossas próprias escolhas.

   Sempre é tempo de recomeçar, e neste caso precisamos recomeçar com um ideal, o bem comum!!!

 

 

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