12 DICAS PARA O CORPO A CORPO NA CAMPANHA – Parte 1

22/08/2016 09:08

   Baseado no artigo de Francisco Ferraz

   Fonte: www.politicaparapolitica.com.br

  Não sendo possível contatar todos os eleitores da mesma região, o candidato deve encontrar-se pessoalmente com a maior parte das pessoas daquela região e suas lideranças (quando houver). No corpo a corpo, o candidato pode ouvir o que pensam os moradores e falar com eles.

  A razão para esta seletividade é que:

  · a região pode sentir-se representada pelos membros que se encontraram com o candidato;

  · o candidato pode ouvir o que pensam os integrantes do região e falar com eles especificamente sobre os assuntos que lhes interessam;

  · além disso, certas regiões organizadas em associações, sindicatos, sociedades, possuem sua mídia interna; realizam reuniões; seus membros se comunicam entre si; fatores que produzem o efeito multiplicador do contato.

  Note que o candidato deve despender o tempo adequado para cada situação. Por "tempo adequado" deve-se entender aquela porção de tempo necessária para que o contato seja eficiente, nem mais nem menos. Um tempo que demonstre a atenção e importância que o candidato dedicou aos membros daquele região.

  Visitas apressadas, cujo objetivo limita-se a ser visto, sem oportunidade de conversar, falar, ouvir, conhecer pessoas, não devem ser consideradas como contatos de alta intensidade. Podem até mesmo, em certas situações, serem prejudiciais.

  Por outro lado, visitas muito longas são também negativas. Dão a impressão que o candidato não tem muito que fazer, que não é muito solicitado, além de criarem uma intimidade perigosa.

  Nestes contatos, o comportamento do candidato é de grande e decisiva importância. Cumprimentar as pessoas, olhá-las nos olhos, e dizer a frase mágica que só ele pode dizer, e que não deve deixar nunca de dizer durante toda a campanha: "Eu preciso do seu voto, preciso do seu apoio".

Erros de comportamento nestas situações são graves, porque, assim como os acertos, possuem um efeito multiplicativo. O candidato deve, então, adotar, nestes contatos pessoais, um comportamento que o credencie e qualifique para receber os votos daqueles com quem se encontra. Algumas advertências:

  1) Conhecer tudo que é importante sobre o evento

  O candidato, antes chegar no evento, deve ser esclarecido previamente sobre o que ocorrerá. O candidato, ao chegar no evento, deve ter  instruções concisas e objetivas previamente sobre ele. Compete ao agendador, (se estiver acompanhando o candidato) levar consigo material informativo sobre:

  · Data, horário e local do evento Qual a roupa adequada

  · Tipo de evento e número previsto de pessoas

  · O que se espera do candidato (discurso,visita, etc)

  · Quais as pessoas que o candidato não pode deixar de cumprimentar/agradecer/mencionar

  · Se o evento está aberto à mídia e quem da mídia estará lá

  · Informações sobre a cidade (bairro/região)

  2) Conhecer antecipadamente o trajeto até o evento

  Pode se perder tempo valioso se o agendador não dispuser de informações precisas sobre o melhor trajeto para chegar ao local do evento, e o local exato onde o candidato está sendo esperado.

  3) Cuidar para não fazer pequenas desconsiderações

  Não é raro ocorrer, e até é muito comum, sobretudo no caso de candidatos a cargos majoritários, pequenas desconsiderações da parte do candidato ou de seus auxiliares mais imediatos, para com eleitores e apoiadores.

  Elas não ocorrem por deliberada intenção, e sim pelos conflitos de tempo e agenda, que a todo o momento se manifestam na campanha. Compromissos combinados e que são alterados unilateralmente pelo candidato são os exemplos maisu. Seus apoiadores organizam um evento, dedicam tempo e às vezes recursos para organizá-lo, convidam pessoas para o encontro, e o candidato, seguindo a lógica da maximização do seu tempo, cancela, de uma hora para outra, sua participação, ou reduz seu tempo no evento, manifestando sua pressa em concluí-lo o mais rápido possível, para seguir para o próximo compromisso de sua agenda.

  4) Evitar o cancelamento repentinamente.

  Tal fato é sempre desgastante, e pode resultar na perda de apoio. A permanência inquieta e impaciente é igualmente desgastante. Novamente o pequeno (do ponto de vista dos planos gerais de campanha) torna-se grande, porque o eleitor fica com a imagem de um candidato antipático, que não dá importância para as pessoas comuns, mesmo as que o apoiam, e que desprestigia suas lideranças locais. Se como candidato age assim, como governante somente poderá ser pior.

  5) Deve adotar o grau de informalidade que a situação permite. 

  O candidato não deve ser nem demasiado íntimo, nem demasiado rígido com o eleitor. Ele deve surgir simpático, atencioso, dando a impressão, para quem conversa com ele, que tem todo o tempo do mundo para ouvi-lo. Cabe aos assessores, a função antipática de puxar o candidato, pedindo inclusive a ajuda das pessoas com quem está falando, para que ele possa circular, encontrar-se com todos, e cumprir sua agenda:

  6) Nunca mostre pressa e nunca olhe seu relógio

  Deixe para seus assessores a tarefa antipática de interromper os contatos para fazê-lo andar.

   ... continua na Parte 2...

 

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