156 - POLITICOS E OS 7 PECADOS CAPITAIS

17/02/2013 09:18

    Adaptação do texto de Rodrigo Finardi

    Fonte: http://www.jornalboavista.com.br/site/noticia.php?id=14709

   Observando-se atentamente o comportamento de nossos políticos, podemos traçar um paralelo com os ditos pecados capitais. A lista é extensa e a tarefa de escolher os principais não é nada fácil. É claro que a lista a seguir é um entendimento particular, mas você leitor poderá eleger outros mais relevantes.

   Corrupção

    O problema é tão sério que as suas ramificações são inumeráveis. O clientelismo é uma das faces mais visíveis da corrupção, isto é, a troca de favores entre o político e o eleitor (cliente), onde não se visa o interesse público, mas o de indivíduos ou grupos. Não dá para classificar todas as formas de corrupção, mastemos na lista desse pecado letal ao estado de direito: suborno, compra de votos, compra de apoio político, comissão sobre negócios, entre tantos outros...

   Nepotismo

   Entende-se por nepotismo a prática de empregar parentes na administração pública, especialmente para os cargos de chefia e confiança, fazendo da organização administrativa um retrato da árvore genealógica da família. É uma prática corriqueira dos nossos políticos não sabem diferenciar o público do privado. O nepotismo cruzado entre poderes é mais comum.

   Despotismo

   Nesse tipo de pecado o poder representativo se confunde com o coronelismo. No despotismo apenas um governa e dita às regras do jogo, abafando de todas as formas as vozes contrárias às suas ações. Os déspotas de hoje não detêm a mesma força dos séculos passados, até chegam ao poder pelas vias democráticas, mas tentam governar de forma absoluta através de ações inescrupulosas e arbitrárias.

   Inveja

   Esse é bem conhecido de todos. Na política a inveja está em todos os cantos. Está tanto naqueles que almejam o poder quanto naqueles que já estão lá, mas pretendem chegar ainda mais alto, nem que para isso tenha que puxar o tapete do colega.

 

 

    Vaidade

   Essa é a mãe de muitos pecados, pois toda ação política tem um "q" de vaidade. Nossos políticos fazem de tudo para aparecer e adoram ver seus egos inflados. Para isso contam com os puxa sacos de plantão e uma legião de pessoas que exaltam suas "façanhas" políticas.

 

 

 

    Ambição

   Político que não tem ambição está fadado ao fracasso. Pasmem, mas é isso mesmo, esse pecado é tão necessário quanto tortuoso. A principal ambição é sempre por ganância e poder. Esse pecado é a cara do mundo em que vivemos, onde todos querem ocupar os mais altos postos e ter toda regalia possível, nem que para isso tenha que pisar e passar por cima de quem quer que seja.

   Falsidade

   Se para chegar ao poder o político mente, para se manter no cargo usa de mais falsidade ainda. Esse é um atributo abundante na lista dos nossos representantes. Em época de eleição a falsidade está estampada em todo o canto. E o pior de tudo é que não é exclusividade dos políticos, até eleitores usam de mentira para obter vantagens. Quando eleito, o político terá de manter a mesma falsidade se abraçando com todos para poder governar, tendo que elogiar, agradar, falar bem e até se desfazer dos princípios que lhe restavam para se manter no poder.

 

   Obs. 1: Isso é apenas um pouco do que vemos na nossa realidade. Muitos desses vícios podem ser amenizados se nós agirmos como cidadãos conscientes do nosso papel na democracia. Não basta apenas votar e eleger candidatos, é preciso atuar como fiscais do interesse público durante os quatro anos em que eles permanecem no poder. Lembre-se, a participação do eleitor não se reduz ao voto, tendo em conta que  "eleitor não é freguês...é cidadão!!!.

   Obs. 2: Esta é uma análise genérica e antes de algum político se incomodar, observe-se que não foram citados nomes. Só cuidado com a carapuça. Vai que serve. É bem melhor assimilar e torcer para que o cidadão não o identifique entre os “Sete Pecados Capitais do Político”. Se o eleitor se pronunciar a lista pode subir. E os “7” se transformar em “trocentos”. Mas sempre há tempo para mudanças, para reavaliação e para uma retomada de consciência.

 

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