159 - HONRA, VIRTUDE DOS INTEGROS

20/02/2013 06:05

      Abordagem de Aucélio Gusmão

   Honra é virtude, regra de conduta, segundo os princípios morais mais elevados, companheira inseparável da verdade.
Honrar é demonstrar profundo respeito pelo semelhante. É a forma de tratamento que devotamos as pessoas que respeitamos. É não fraudar, mentir ou subornar. O substantivo honra expressa o resultado da maneira como vivemos.
   Da pessoa honrada se diz acreditada, íntegra e confiável, tida no mais alto conceito em tudo que é considerado certo, especialmente nos negócios.
   Surge o argumento das leis. Há um provérbio latino que interroga de que valem as leis sem os costumes? Lei forte passa-se por baixo, lei fraca por cima - é a cultura da burla. Rui Barbosa, do alto de sua grandeza moral e inteligência, foi soberbo e definitivo: “leis que não protegem nossos adversários não podem nos proteger.”
   Ninguém é honrado se convive com abusos. Abusar é a prática – pessoa física ou jurídica – apesar de haver quem defenda regras para os outros, exceções para nós, versão do conhecido jargão para os amigos os favores da lei, para os adversários, seus rigores.
   As faltas de clareza nas atitudes e decisões não recomendam bem. Há uma quebra importante da confiança e harmonia, decorrente do clima de subterfúgio que estabelece. Existe inclusive, no que concordamos, significar o emblema da fraude, do errado que se quer ocultar, da corrupção.
   Vivemos com honra quando nos mantemos fiéis ao que acreditamos ser certo. Honramos nossa família, nosso país, nossa empresa, quando somos fiéis àquilo que mais representam. Favorecemos nossa honra quando aceitamos e assumimos responsabilidade pessoal pelas nossas ações.
   Ser honrado não é o mesmo que receber honrarias. Ser virtude, predicado, conquista, mérito. Receber depende dos outros, concessão, nem sempre meritória.
   Honra sendo virtude tem seus limites. Ninguém tem compromisso com erros, equívocos, abusos, o possessivo ou a ineficiência. São momentos de grandeza onde somos obrigados, muitas vezes, a trocar ou negar algo de histórico ou tradicional que se deteriorara, precisa ser substituído. Afinal, os bons costumes e as boas práticas assim recomendam.
   Honra é o sério e o romântico - a poesia da vida!
   “Quando se chega ao ápice do poder, existe o perigo de acreditar, capaz de fazer qualquer coisa que deseje, admitir que todo ponto de vista pessoal é necessariamente aceito ou pode ser imposto ao conjunto social”.
 
 
 
 
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