201 - POLÍTICA DE RECONSTRUÇÃO ?

22/05/2013 08:26

   Sim, existe sempre a dificuldade em definir, assim como em aceitar uma definição, sobre "política". Arte e ciência ao mesmo tempo, é arte de fazer o bem e o mal, ciência da construção e da destruição. Fundindo-se ambas, como se fosse uma vertente de luta livre, nela não há restrições, valendo tudo, inclusive golpe baixo, cotovelada na nuca, cusparada no rosto e arremesso de areia nos olhos do adversário.

   Nas empresas privadas quem se dispuser a ocupar um cargo de nível médio para cima, deve apresentar diploma, certificados de cursos de especialização, estágios, submeter-se a entrevistas, provas, testes e concursos. No seor público, nada disso é necessário. Sem ser um "expert" em qualquer área de atividade, o político pode chegar facilmente aos mais altos cargos, o que, no caso, demonstra a inutilidade da “competência” na maioria dos órgãos públicos, que existem apenas para aumentar o tamanho do bolo e possibilitar a sua divisão entre os inúmeros gulosos.

   O slogan político que o governo se propôs a praticar é "Tempo de Reconstrução", mas o que repete insistentemente, para justificar o porque ainda não mostrou a que veio, é o "conhecidissimo" argumento "dívida herdada do governo anterior", com quase 5 meses na administração. Enquanto isso, tenta e se esforça para ampliar a área de influência e base de apoio no legislativo. Para atrair os parlamentares, abre as portas para o PT e procura costurar provável aliança com os demais partidos locais, e apostando no futuro. Nessa prática, direita, esquerda e centro se confundem e perdem a identidade ideológica para os interesses pessoais de uns e outros que procuram manipular os demais, e a política democrática deixa de existir como regra saudável.

  "Calma, amigos", deve talvez dizer o secretário de governo e de comunicação, acrescentando hipotéticamente: "as coisas são assim mesmo. Aproximei-me de todos após vencermos as eleições. Sou o mesmo de sempre, e façam como eu: finjam ignorar as disputas nos bastidores, mas esteja dentro dele".

   Talvez por sorte, o prefeito municipal aparentemente não deve saber de tudo o que se passa nos bastidores. Sem ilusões, porque, nesta sua administração, já deve estar enfrentando a fúria das ambições desmedidas dos partidos e políticos que desejam poder, vantagens e benesses de todo tipo.

   Um olhar atento nos bastidores do legislativo é perfeitamente possível entrever essa realidade, pois os srs. nobres vereadores estão muito mais ocupados com eles mesmos, e em criar condições "técnicas" que permitam condicionar o governo nos interesses próprios, e vice-versa, do que com quem os elegeu. E isso sem precisar dizer se o governo tem ou não participação nisso, já que banca com dinheiro público os R$ 110.000,00/mês dos salários dos parlamentares ativos, estando os nobres vereadores a favor do governo ou não.

   E o povo ? Só será lembrado a partir do dia 01 junho de 2016, quando irá começar a disputa pelas eleições. Até lá os bastidores estará olhando e atuando dentro de si mesmo. Mas, enquanto isso, bem que podiam SAIR DA CONTRAMÃO e fazer por merecer os votos que os elegeram, trabalhando em favor da cidade e dos munícipes.

   

 

 

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