217 - POLÍTICA V.PTA: VERDADES E "INVERDADES"

06/07/2013 06:53

    Ou então: SISTEMA POLÍTICO MUNICIPAL = CHANTAGEM/DESCULPAS DE GOVERNABILIDADE

   Ora, os temas do momento na política local são, especificamente, os salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores na contramão da realidade da cidade, e a exigencia do Tribunal de Contas para nova Licitação do Transporte Público Municipal, que reprovou o atual Contrato que venceu a última Licitação.

   No caso dos salários do prefeito, vice e secretários, estes se isentam e alegam que quem determina isso é a Câmara Municipal. Bom, temos que na Câmara alguns dos nobres vereadores alegam que não vão reduzir os salários porque o reajuste foi feito dentro da legislação vigente, sabendo-se que isso não se aplica ao governo e sim só ao legislativo. Então, se é imoral ou não isso parece não ter a menor importancia, mesmo se o salário for maior que a cidade de Campinas com seus 1.080.000 de habitantes, e o maior de toda a região, sem que os nobres vereadores usassem do mesmo disposito legal para ganharem R$ 10.000,00/mês. Entretanto, existe a disposição de alguns nobres representantes públicos em revisar e "consertar" isso...

   Quanto ao Contrato do Transporte Público, não está explicável o porque o governo não torna isso transparente à população, e insistem em dizer que irão "cancelar" o Contrato vigente sem mencionar que é decisão do Tribunal de Contas, dando a impressão que é o governo que está tomando essa decisão por iniciativa própria para ficar bem perante a opinião pública. Trata-se de mais uma estratégia do secretário de comunicação ? Não se sabe com certeza... Ainda neste quesito, os nobres vereadores "entendem" que as queixas da população quanto ao transporte público não é referente ao preço da passagem que, segundo alguns dizem, "ninguem reclama"...

   Enquanto isso vamos mostrar o texto abaixo que condiz com o que temos hoje na política aqui de Várzea Paulista, e em cujo contexto o secretario de governo, que é também o secretário de comunicação (acumula os dois cargos), tem participação direta:

   Adaptação do texto de Francsco Ferraz 

   Fonte: www.politicaparapoliticos.com.br 

 Para o governo que quer dar as cartas na administração, sem ter que dar explicações à oposição, tornou-se uma verdade absoluta a convicção da  necessidade de maioria parlamentar para governar. Como em outras situações da vida, de tanto abusar do remédio o paciente morre de envenenamento!

  Ninguém negará a importância de um governo contar com maioria do legislativo para aprovar seus principais projetos. Este é o remédio que universalmente é adotado pelas democracias. Buscar essa maioria a qualquer preço e fundá-la numa relação de clientelismo com os parlamentares de diferentes partidos, é o remédio se transformando no veneno.

   Em consequência, “comprar” este apoio mediante transferência de recursos para parlamentares e partidos e entrega de cargos na administração pública direta e indireta, tem graves consequências. Entre outras:

  1. A necessidade de satisfazer a  todos  os interesses e não contrariar ninguém dá origem ao loteamento do governo;      
  2. O loteamento do governo implica necessariamente na inversão de critérios para seleção de quadros, privilegiando-se critérios políticos aos de qualificação técnica;
  3. Governar transforma-se num cansativo e interminável exercício de busca do mínimo denominador comum entre os parceiros de governo, sempre no limite da paralisia decisória e do impasse institucional;
  4. Por via dessa fórmula, a estrutura governamental adquire a condição de máximo de representatividade parlamentar ao preço do mínimo de capacidade decisória. Setores aliados insatisfeitos sempre dispõem de um poder de veto, sobre matérias com as quais não concordam;
  5. Em períodos de restrições econômicas essa condição leva à paralisia decisória; em períodos de maior prosperidade leva à “política do sim”, na qual a “folga econômica” passa a ser dissipada no aumento dos gastos públicos, e no atendimento das reivindicações de setores sociais do tipo “linha auxiliar” do governo;
  6. O governo que emerge dessa estrutura gelatinosa, precisa dar espaço a todos que conseguiram aderir, passando então a ser o polo de atração irresistível para tudo e para todos: iniciativa privada, governos, parlamentos estaduais e municipais, mídia, criando inúmeras e atraentes oportunidades para a corrupção;
  7. Investimentos que produzem retornos políticos de curto prazo, sempre serão preferidos, àqueles de natureza infra estrutural que, por mais necessários que sejam, não produzem retornos políticos imediatos.

 

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