218 - A QUESTÃO DO RODEIO E O BRAÇO A TORCER...

16/07/2013 10:27

   É forte o querer da população por mudanças na política e governo aqui em Várzea Paulista, da mesma forma que em várias regiões do Brasil e, particularmente, em Brasília que é a fonte de "inspiração" e grande escola do que existe hoje de políticos. A questão, no entanto, é mais ou menos pautada nas lições de Maquiavel: se não se souber o que, como fazer, para que e de que maneira vai funcionar, não há razão para mudar. Então muda-se para ficar tudo como está. Ou pior, que é o que parece hoje.

   Ao que consta, o governo resiste e não cogita fazer alterações na equipe. Não está claro se é porque não quer fazer debaixo de pressão, se por mero exercício de teimosia, se por "acordos", ou se acha que vai tudo muito bem, obrigado.

   Sob o aspecto de ser ou não eficiente, o legislativo já deu provas suficientes de como conduzem suas ações na Câmara Municipal, de forma indisfarçavel e sem qualquer pudor, se revelando o verdadeiro entrave ao conceito de boa gestão. 

   Comenta-se que o prefeito eleito estava plenamente "consciente" disso ao assumir o governo. Como que antecipando o que viria em julho, alguem acrescentou: "Quando a burrice, a loucura ou a irresponsabilidade vai muito longe, de repente sai um projeto de lei gerando turbulência".

   A população parece ter chegado no limite dessas inconformidades e falta de dignidade/respeito, e ambas as partes (governos e legislativo) parece não ter isso nas contas. Pois, se chegou ao extremo, não se sabe precisamente se o prefeito está disposto a ir além do próprio limite. Ou então, mais adiante fará as mudanças que achar convenientes, e as possíveis serão inócuas se ele não der rumo e autonomia que precisa no governo e ao bem da população.

   Tomar medidas sem alterar o método existente não vai adiantar nada, e um eventual substituto pode adotar a mesma sistemática de trabalho e teremos a conhecida troca de seis por meia dúzia. Isso sem contar com a dificuldade de encontrar quem aceite mudar essa regra do jogo, mesmo.

   Na política, os partidos reclamam e se queixam também de mais e de menos benesses entre eles, principalmente os que acham que tem menos, como nos casos entre os nobres vereadores. Ignoram a falta de força e coragem do governo, engalfinhados que estão em interesses particulares e com os receios de perderem o que conquistaram enquanto no poder. Se insurgem contra o apetite voraz do PT na busca pela ocupação de espaços (administrativos e eleitorais), e estão fartos de serem tratados como meros codjuvantes de um projeto que não atende suas expectativas. Outro aspecto com muito peso é a avidez da bancada evangélica e os acordos com os pastores para estarem no governo, inclusive no comando de secretarias. É uma situação complexa que, assim como as decisões políticas, não aceita soluções simples. Tudo em nome e pelo poder ! E Deus não tem parte nisso, de forma alguma, digam o que disserem !

   Do jeito como foi proposto o Rodeio no Projeto de Lei 41/2013, aprovado e jogado no colo do governo para colocá-lo em "xeque" num momento de esgotamento de paciência popular, acabou se transformando em turbulência para o governo e para o legislativo.

   O Legislativo resolveu aprovar com 100% dos votos o PL e se expôs diante da opinião pública. Aí mora um perigo: os parlamentares deixarem o assunto mal resolvido para o lado deles, que não anda nada bem, e assim correrem o risco de ter o PL vetado e a "bomba" voltar para o colo deles para "implodir" no nascedouro, na Casa de Leis, e assim irremediavelmente cometerem o "suicidio coletivo" com consequências irreversíveis em 2016. Seja o lado que for, ou os dois.

   Se o prefeito vetar os nobres vereadores estarão numa sinuca, e será um tiro no pé: 

  1. Derrubam o veto e conquistam a ira da sociedade, para a alegria do governo,
  2. mantém o veto, e estarão desmoralizados ante a opinião pública, também para a alegria do governo !

   Nesse caso, a bola está com a sociedade. Se ninguém reclamasse seria sinal de passividade ter o Rodeio ou não, e não seria assim tão importante para a população se manifestar.

   Mas, seja como for, de uma coisa os políticos não vão poder escapar: mudar o comportamento, a causa da revolta com o governo e com os nobres vereadores. Principalmente contra os salários, com o qual a opinião pública não se conforma de forma alguma. Contando que tem a bancada do PT perdendo ainda mais e mais com os "acordos" que andou e anda fazendo, e os demais nobres vereadores com os "esforços desmedidos" para garantirem e aumentarem seus interesses particulares.

   Não parece, mas tem todos os ingredientes para ser uma dura queda de braço.

   Quem perde ? Certamente somente eles, pois desta vez tem tudo para não ser a população !

    E a opinião pública também deixa claro que está muito insatisfeita com:

  1. Salários do prefeito, vice, secretários e vereadores acima da realidade da cidade (não querem mesmo baixar ?)
  2. Poupatempo Saúde (deixa a impressão nem projeto tem),
  3. Maternidade (os varzinos continuam nascendo em Jundiaí),
  4. Terminal de ônibus e tarifa como a de Campo Limpo (mesma empresa que aqui),
  5. O PR 03/2013 ainda não ter sido revogado, e que exige 4 assinaturas para vereador apresentar Requerimento ao governo,
  6.  A Tribuna Livre ainda não ser logo no início da sessão pública da Câmara Municipal,
  7. A reunião inicial do COMDEMA, Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente, ter sido "secreta" e não pública, que dizem feita sem o conhecimento do prefeito e legislativo, portanto sem valor ante a sociedade e contrariando a Lei Orgânica da cidade,
  8. A possibilidade de nada ser feito contra os loteamentos na região do Mursa (dizem que o prefeito e o secretário de comunicação estão estudando uma forma de liberar com contrapartidas), 
  9. Redução do número de comissionados, 
  10. Esportes, Educação e Lazer na mão do vice-prefeito atuando como secretário, e nenhum projeto sendo apresentado, nem sequer mencionado pelo governo,
  11. Falta de oposição ao governo no legislativo, que só cuida de fazer moções de aplausos, de repudio, disso e daquilo, etc.,
  12. E muitas outras, muitas... que se espera do prefeito e vereadores, ao serem eleitos para este mandato.

 

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