219 - TODO O PODER EMANA DO POVO...

23/07/2013 08:21

 

Todos vimos que as Manifestações evidenciou também um paradigma:

a sociedade prefere conduzir a ser conduzida,

dando conta do recado com muita competência, e temos na Constituição:

 

   "Constituição Federal de 1988

   Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

   Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

   Parágrafo único. TODO PODER EMANA DO POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE, nos termos desta Constituição."

 

   Comenta-se da falta de foco nos protestos de junho, na ausência de lideranças, na desorganização e no caráter apolítico visto com receio de que signifique repúdio à atividade inerente ao sistema democrático.

   Mas, ao que se viu a sociedade mobilizada pela internet se fazia entender muito melhor que qualquer partido/sindicato com sua variedade de bandeiras e ideais, sustentadas com verbas públicas.

   Aqui em Várzea Paulista e região, a população saiu de casa para dizer que queria ser mais bem atendida pelo governo, respeitada por integrantes dos Poderes constituídos e representada pelos eleitos. Todo mundo entendeu o sentido do movimento iniciado pela juventude: "Não é só pelos R$ 0,20"; era e continua sendo pelo conjunto da obra. Causou espanto a forma, mas o conteúdo estava explícito, já que os chamados movimentos sociais organizados resolveram trocar as demandas daqueles que representavam por uma parceria (normalmente remunerada) com o governo que supostamente detinha o monopólio de todos os anseios.

   Sendo um "governo popular", para todos os efeitos os movimentos sentiram-se desobrigados de cumprir cada um o seu papel de acordo com as demandas dos respectivos segmentos. O governo em si daria conta da tarefa. De fato, o mundo oficial ocupou todos os espaços, tirou de cena a intermediação, cortaram-se as cordas vocais da população.

   Quando a população emergiu na fagulha acesa pelo Movimento Passe Livre na fogueira da insatisfação acumulada, viu-se o quanto de fantasia e corrupção havia no cenário político.

   Vão precisar se reinventar. Por ora estão tentando sem grande êxito velhas estratégias para continuarem a serem o que sempre foram: eles mesmos, por eles mesmos. Que o digam os nobres vereadores, prefeito, secretários e seus aliados.

    Mas acreditam eles que tudo vai voltar ao que era antes ?... mesmo reagindo contra a redução dos salários, mesmo com a turbulência do projeto do Rodeio, e outras insatisfações com as promessas de campanhas mantidas "nas gavetas" ? Parece que não caiu a ficha para eles ainda...

 

 

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