221 - A FORÇA DE UM ARGUMENTO REPETIDO !

26/07/2013 10:41

  Uma mentira repetida mil vezes começa a parecer verdade. 

   É o tipo de manobra usada para confundir os adversários, e parece ser o que o governo está usando quando repete insistentemente que não tem dinheiro porque o governo anterior deixou mais de 90 milhões em dívidas, e por isso está com as “mãos atadas”, ainda. A divida foi encontrada sim, isso é fato inegável, mas dizer que está de “mãos atadas” é no mínimo um argumento que pode ser virar contra o governo se bem utilizado pela oposição que ainda não existe aqui em Várzea Paulista. Sim, seria o feitiço virando contra o feiticeiro, uma estratégia de marketing que pode muito bem dar com os “burros n´água”. Nem mesmo a Manifestação o governo e o legislativo parece estar levando a sério.

   Sabe-se que na guerra - a batalha pela sobrevivência, política ou não - a primeira vítima é a verdade. A origem real do argumento ainda não está muito bem esclarecida, mas a capacidade de ser repetida pode tornar-se justificativa verdadeira se manipuladas as emoções "certas", é amplamente conhecida embora seja lição ainda não devidamente aprendida por ouvidos sensíveis à armadilha.

   O argumento do governo ainda corre solto e tenta convencer os descuidados que ainda acreditam em historinhas contadas pelos políticos, mas que hoje estão mais cientes que como eles são. Sabe-se que já foi renegociada boa parte da divida, alguns pagamentos normalizados, outros pagos com descontos concedidos pelos credores para poderem receber ao menos o principal da dívida e, sem maiores explicações, dá margem a questionamentos e sobram suspeições.

   Fala-se do interesse do governo em reafirmar a importância resolver os problemas do setor de saúde pública, em clara demonstração do potencial de reação à insinuação de que só um governante experiente garantiria a solução. Mas há a desconfiança merecedora de crédito, dada sua pouquíssima lógica. Com os instrumentos de propaganda à disposição, o governo teria meios menos traumáticos (e mais seguros) de transmitir confiança à população, e isso já pode ser demonstrado com o que o setor de infraestrutura já vem fazendo, mesmo com a dívida herdada e tudo o mais, mas a Comunicação parece perdida em suas questões de "lógica" e atuação.

   É verdade que a arte de fazer uso do argumento como substituição do marketing de realização não é estranha à política. Assim como é verdade que os cálculos da renegociação das dividas ainda deixam a desejar, e não contempla às expectativas de todos os devedores. De onde se desconfia dos bons propósitos desconfiando sempre das reais intenções.

   Talvez tenha errado na forma: primária, explícita, mas certametne haveria outras maneiras mais sutis de ganhar a confiança da opinião pública sobre o governo. De argumentos bem pregados há exemplos variados.

   A obra-prima no quesito, no entanto, foi a versão da "herança maldita" legada pelos antecessores. Argumento de força duvidosa, o efeito indesejado pode se inscrever adversamente no folclore político da cidade quanto a este governo já com seis meses de existência.

   Ah, sim, temos que:

   - muitas, muitas e muitas reuniões no governo,

   - as contratações continuam sendo feitas,

   - não se tem previsão do Poupatempo Saúde (parece que nem projeto tem),

   - ninguem comenta sobre a Maternidade,

   - o governo sequer menciona a vacinação anti-rábica,

   - o Esporte aparenta estar em crise e todos podem estar fingindo que está tudo bem,

   - e por aí vai...

 

 

  

 

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