226 - V.Pta: CÂMARA MUNICIPAL VOLTA DO RECESSO

06/08/2013 09:23

   O legislativo retoma os trabalhos nesta terça-feira 06/08. Talvez os nobres vereadores voltem cheios de “disposição”, embora continuem surdos à opinião pública, e com uma "pauta bomba" segundo todos sabem: A PL 41/2013 do Rodeio e a reivindicação popular para baixar salários do prefeito, vice, secretários e deles mesmo, entre outras coisas.

   A ideia é, de um lado, votar projetos que supostamente respondem às reivindicações populares e, de outro, confrontem  a opinião pública, eleitores, a fim de deixar claro quem detém o mando de campo nesses tempos bicudos.

   Mas isso não é para ser obstáculo para suas excelências, que logo decretaram o recesso de julho e, assim, todos poderiam descansar sem correr o risco de ter os dias descontados no pagamento do mês, incluindo 2 casos de “licença-médica” para dar lugar a 2 suplentes sem perder os vencimentos.

   O retorno deveria ser dia 1º de agosto. Mas, sabem as senhoras e os senhores como é: quinta-feira talvez não faz parte da semana para alguns dos integrantes do Poder Legislativo.

   Compreende-se a posição do legislativo. Como de hábito também naquele ambiente se compreende falar em leis contraditórias e se acabar sempre fazendo modificações nas leis que, aliás, mudam de vez em quando para facilitar a vida dos políticos e dos partidos. O eleitor fica fora das negociações e do trato, sua parte é ir à urna obrigatoriamente e olha lá.

   Mas hoje todos os eleitores fazem parte do sentimento de descontentamento geral que, no dizer da voz da opinião pública, mais parecem um chamamento de volta aos protestos com destaque para cartazes de aviso aos representantes parlamentares: "Voces não me representam".

   As propostas, de fato, soam provocativas. A título de tornar o processo municipal "menos burocrático e centralizado", o governo e o legislativo erigiu um monumento contraditório e contrário aos interesses públicos. Só do interesse deles ao que parece.

   Pelo projeto dito de “Reconstrução”, certamente criado por alguma “mente iluminada” do atual governo, os representantes políticos podem ainda pensar que não serão responsáveis por crimes eleitorais cometidos durante as respectivas campanhas, mas prometeram fazer o Poupatempo Saúde, acabar em definitivo com a falta de medicamentos nas UBS,  inaugurar a Maternidade, etc., todos duramente criticados durante a campanha pelo atual governo em realção ao governo anterior, bem como  impedir o loteamento na região do Mursa que condenavam duramente. Hipocrisia ? Quem sabe...

   Só por Deus, dizem os eleitores, principalmente sabendo que não existe oposição política efetiva na cidade, exceto poucas vozes apartidárias, para desconforto e evidência da pouca vergonha de quem deveria ser. Alguns mais revoltados dizem que são todos farinha do mesmo saco, que só cuidam dos seus interesses. Em 2016 podem todos serem abandonados e descartados por quem os elegeu.

   Ou algum nobre vereador eleito não tem nada a perder ? Bom... eles sabem...

 

 

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