229 - REPRESENTANTES DO POVO ?

13/08/2013 09:26

   Na definição do juízo de valor na apreciação referente à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, a palavra "ética" perdeu a força de seu conceito no meio político e ganhou lugar no rol das banalidades.

   Palavra muito falada e pouco praticada, em alguns ambientes virou sinônimo de hipocrisia. Coisa de gente moralista no sentido pejorativo do termo e o abrigo ideal para amorais enrustidos.

   Com esse raciocínio, estão coberto de razão os que dizem que a inclusão do compromisso com a ética no juramento na posse dos nobres vereadores poderia "dar margem a interpretações perigosas", se necessário fosse nas avaliações para efeito de punição por quebra de decoro e o compromisso explícito com a ética no cumprimento do mandato.

   Além de "interpretações perigosas", teme-se que a tão desgastada palavra crie "conflitos" na Câmara Municipal, pois o que é ético para uns é antiético para outros. Deve perder a parada com a opinião pública. De olho na "agenda legislativa", os pares provavelmente discordarão e a ética deve acabar entrando na “reforma” do Regimento Interno. Custa quase nada, já que não vale o escrito.

   Os nobres vereadores não deram, eles mesmos, a pista sobre as razões da PL do Rodeio. Não explicam porque votaram a favor em regime de “urgência”, nem porque votaram contra na sessão seguinte. Preferiram ficar calados, certamente porque nem eles mesmos entendem porque fizeram o que fizeram. Não se viu uma autocrítica compulsória do tipo "fizemos errado e corrigimos o êrro". Podiam admitir terem se deixado embevecer pelas regalias do poder. Fantasiaram que podiam continuar a manobrar a opinião pública, ao ponto de se "mostrarem”  contraditórios, ora votando a favor, ora votando contra no mesmo projeto. Se tivessem feito uma pesquisa oficial sobre o interesse da população no Rodeio, o resultado poderia muito bem ser esmagador a favor, e eles teriam derrubado o veto do prefeito com apoio da ampla maioria dos eleitores. Tiveram tempo para isso antes e depois da primera votação, mas cederam a uma minoria contrária, que soube fazer valer seus ideais a favor dos animais. Ficou visível como eles pensam, ou não pensam.

   Como confiar neles daqui em diante,  já que sempre fizeram o jogo do faz-de-conta que fazem algo pela população, com suas moções e infinitas indicações para o governo fazer o que tem que fazer e sempre foi obrigação da administração municipal ?

   Não fazem nenhuma oposição efetiva, fazem o jogo de cobrar explicações do executivo ,através de “Requerimento”, para aumentar suas benesses no “faz-de-conta” que está fiscalizando...

   E hoje, "arrependidos”, podem tentar se reinventarem. A questão não é se eles aprenderam a lição, mas se a população ainda acredita nas promessas feitas ou se os “interesses” fizeram aflorar a verdadeira natureza de cada um deles.

   Ainda assim, não obstante as evidências observáveis hoje, já está claro que o eleitorado não vai reeleger seu representante de novo. Certamente vai trocar, vai eleger outros novos e descartar todos os atuais. O povo cansou de tanto pouco caso, do “faz-de-conta”, das promessas imediatamente esquecidas logo que eleitos e dos interesses que eles tem só por eles mesmos. O exemplo que estão dando sem nenhum disfarce, tanto é a falta de pudor moral, é a manutenção dos salário de R$ 10.000,00 incompatível com a realidade da cidade, maior que o de Jundiaí e também o maior da região. É o exemplo que não se deram conta, e que vai ser lembrado para remover eles em 2016 do pequeno poder que pensam ter, e que pertence ao povo.

   Hoje esses “representantes do povo” na Câmara Municipal estão usando das redes sociais para “mostrar que estão do lado do povo”, publicando fotos de visitas nos bairros e aparecendo nas fotos das ações do governo cumprindo sua obrigação com a cidade e população. Mas o eleitor não acredita mais nisso, sabe que é só fantasia para iludir e captar votos, sabe que é um "faz-de-conta".

   O eleitor entende hoje que é o último a ser favorecido, quando é, e sabe muito bem que “eles só pensam neles”. O eleitor não quer mais ser o palhaço de manobra de sempre. Cansou, e em 2016 os nobres vereadores de hoje deixarão de ser o que nunca foram, para dar vez aos que poderão ser: representantes do povo na Casa do Povo !

 

 

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