241 - A POLITICA E A MENTIRA

11/10/2013 09:16

   George Orwell foi escritor inglês nascido na Índia e, em seu livro “A Caça do Elefante”, diz que “a linguagem política é destinada a fazer com que as mentiras soem como verdades e o assassínio fique respeitável, e até o vento receba uma aparência de solidez”.

   Considerando essa afirmação, vamos ao contexto abaixo, baseado no escrito de Thomas Sowell.

   O fato de que tantos políticos sejam mentirosos, sem-vergonha nenhuma,  não é culpa somente deles, mas também nossa. Quando as pessoas querem o impossível, somente mentirosos podem satisfazê-las, e unicamente no curto prazo. As recentes revoltas da população (leia-se eleitores) acontece quando a verdade afronta tanto os políticos menos corruptos quanto as pessoas no médio e longo prazo. A falta de dignidade e de moral por vezes também tem limites no meio político, raro mas tem.

  Entre as maiores mentiras das promessas de Bem-Estar em todos os lugares é a noção de que o governo pode fornecer às pessoas coisas que desejam, mas não podem ter porque raramente dão (quando dão). E isso porque o governo retira seus recursos das pessoas, e as pessoas no geral sente e percebe que não tem retorno,  e o governo e/ou o politico não se explica porque não tem o que explicar. Aqui em Várzea Paulista o exemplo real disso é o Poupatempo Saude (para vencer as eleições) e a Maternidade (prometida desde o governo anterior).

  Existe, é claro, a falácia recorrente de que o governo pode simplesmente fazer o que quiser. O que é incrível é a hipótese implícita de que “os eleitores” são todos tão idiotas que não farão nada para evitar que o dinheiro público seja mal utilizado. A história mostra o contrário.

  Então, se acontece dos eleitores reclamarem, o que governo usa para acalmar os ânimos ? As mentiras e o silêncio quando não pode desmentir a mentira que todos estão vendo.

 Nada é mais fácil para um político do que prometer benefícios que não podem ser entregues. As promessas que são feitas também se referem a questões que deveriam cumpridas logo mais a frente – sendo que é outra pessoa estará no poder, com a tarefa de descobrir o que dizer e fazer quando as reclamações e as revoltas começarem. É o que temos hoje.

  Existem várias formas de adiar o dia do ajuste de contas. O governo pode se recusar a pagar a promessa de fazer as coisas, sabendo que nunca poderia cumprir quando a fez. Dizer que vai reduzir os salários é um exemplo óbvio. Mas, fariam mesmo isso ? E porque fariam ? Para tentar desviar ou remediar a impressão da má gestão perante a opinião pública ? Porque contratou muita gente depois que prometeu que ia reduzir o numero de funcionários ? É para que os eleitores acreditem na "boa intenção" deles que eles não tem pudor nenhum de dizer o que dizem, ou não dizem.

  No entanto, se isso acontecer mesmo, um tempo é necessário para que seja sentido o impacto de tal ação – e as eleições estarão à frente para avaliar o risco de ter sido colocado em prática uma medida dessa. Essa é também uma outra questão importante que pode ser deixada para um sucessor tentar lidar no futuro.

  Eventualmente, todos esses problemas podem desafiar as belas mentiras que são a força motriz da política no prometido bem-estar social. Mas irão ocorrer muitas eleições de hoje até o futuro – e aqueles bons em mentiras políticas podem tentar vencer muitas dessas eleições. As vezes alguns conseguem, nem todos, mas cnseguem. Tem muitos deles reeleitos, muito das vezes com as mesmas promessas de antes (nunca cumpridas).

  Enquanto não chega o dia do ajuste de contas, existem diversas formas de aparente superação da crise. Se o dinheiro do cofre não for suficiente para seus interesses e de seus "amigos", pode ser tentado outras coisas. Isso não torna o governante competente, mas pode silenciosamente esconder sua falta de capacidade de governar.

  Já o "fazer de conta" é uma mentira discreta, por meio da qual o governo pode manter suas promessas na pauta, mas valendo muito menos do que quando as promessas foram feitas. Os políticos realmente "experts" nisso são os do legislativo.

  É tão surpreendente que eleitores, com expectativas fantasiosas, elejam políticos que mentem em relação ao cumprimento de tais expectativas ?

  Os políticos locais contam com a eficácia das mentiras para permanecer no poder, e fazem escola com isso para os novos... e o povo parece que faz questão de acreditar neles. Mas, até quando ? até 2016 ?

  E, claro, isso não acontece aqui em nossa cidade. Tudo o que a opinião pública diz são "inverdades" para eles continuarem com suas mentiras SEM OPOSIÇÃO. E quando surge a possibilidade de se ter oposição ao governo e legislativo, aí tratam de desmentir tudo com rapidez e firmeza. E se surgir a probabilidade real de contrariar um interesse mais pessoal e particular, aí usam de ameaças... mas isso é "inverdade" também, pois só a "verdade" deles deve prevalecer.

 

 

 

 

 

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