269 - PV/PT E A POLÍTICA DE SEMPRE

22/12/2013 11:56

  De 1992 até 2012, foram seis eleições municipais para a escolha de prefeito e vereadores. Nestes 20 anos tivemos diferentes conjunturas, diferentes candidatos nos mais variados partidos que optaram por disputar a prefeitura varzina. Porém, o PT de Várzea Paulista parece não que soube em nenhum momento aproveitar cenários favoráveis, seja da conjuntura municipal e estadual, seja da conjuntura federal.

  De 1992 até 2004, o partido demonstrou estar na oposição no que tange ao governo varzino, e quase nada a mostrar de factível e concreto a população depois que assumiu o poder.

  Já em 2012, durante um período de relativa estabilidade econômica, com PT no poder federal, o regionalismo rasteiro e a completa ausência de unidade das coligações, levaram a derrota do candidato do PT no município. Certamente a campanha não decolou, uma vez que demonstrava não corresponder às expectativas da população, não conseguiu conquistar os anseios e as aspirações do eleitor que clamava por mudança.

  Dentro do senso comum, uma derrota como a de 2012 – após 2 mandados seguidos – representaria o fim da trajetória do PT na política local. Mas a surpresa não deixou de bater nas portas; em 2012, o candidato escolhido para disputar as eleições se mostraria como uma "nova figura política" para ser o “novo” condutor da gestão petista aqui em V.Pta..  Em meio a disputas por poder dentro do partido – ou por falta de outras figuras credenciadas e qualificadas para disputar as eleições –  e certo que o povo votaria no candidato escolhido pelo ex-prefeito que, quedou-se por não conseguir uma estratégia vencedora, mesmo com a máquina municipal na mão, e sofreu a derrota para um adversário controverso e com uma história pública e competência desconhecida ou duvidosa. Neste episódio, o partido petista demonstrou também uma incapacidade elevadíssima para buscar parcerias partidárias, e não conseguiu manter a aliança com o PSB e outros “aliados”, já que a inépcia de ação e comunicação demonstrou a que ponto chega a fome pelo poder pelos próprios integrantes do partido, tanto para se manter imutáveis dentro de seus respectivos interesses, como também pela excessiva ambição dos "aliados" em se manter na "corte" municipal, que abandonou o PT para se garantir no poder com o PV.

  Este primeiro ano do PV, apoiada na base aliada que era a do PT, já demonstra desgastes e problemas graves nos mais variados setores. Há problemas de infra-estrutura na área de Saúde, Educação, Transporte, e muitos outros. Centenas de cidadãos reclamam dos atendimentos das Unidades Básicas de Saúde, ora por falta de medicamentos e médicos qualificados em diferentes áreas médicas, além de problemas de atendimento, ora pela morosidade, ora pelo descaso de certos médicos para com a comunidade nos bairros do município.

  Na questão do transporte, a concorrência é inexistente pelo monopólio de uma empresa de ônibus que atende a população a seu bel prazer, furtando os cidadãos com um valor de passagem acima dos serviços deficitários que oferece, distantes de uma boa qualidade. Isso sem mencionar que o governo municipal fez um jogo de cena de audiência pública para implantar o transporte urbano municipal, sem que nada fosse apresentado depois à população.

  Na questão da educação, certas escolas municipais sofrem devido a problemas de investimento, e há um constante problema de demanda para receber alunos nas séries iniciais e no ensino fundamental. A questão da infância e juventude é para ser usada como modelo pela gestão municipal, mas problemas em conselhos tutelares e em algumas entidades de auxilio a jovens é preocupante.

  Chegamos a um período que precede as eleições de 2014; o PT julga estar inovando com sua bancada no legislativo municipal, tentando indisfarçavel e lamentável participação do governo como aliado, também visando aliança nas eleições 2016, sem que  tenhamos a oportunidade a assistir a bancada em sua vocação histórica e moral de ser oposição depois que perdeu o poder, oposição que não está nos planos do legislativo para não perder os cargos dados pelo governo municipal em acordos políticos para um “governo de faz-de-conta”, como é também o legislativo.

  O PT gerenciou pessimamente a cidade, com sua política de pão e  circo, e quer continuar majestoso com a atual bancada motivada por seus interesses pessoais, mesmo em meio a inépcia administrativa e certa incompetência do governo atual, uma vez que a oposição se mostra amorfa, apática e totalmente incapaz de mostrar onde está seu projeto alternativo na administração pública.

  O cenário político paras eleições de 2016 promete ser de RENOVAÇÃO, mesmo com nossos “líderes políticos” afirmando hoje as mentiras de ontem, negando amanhã as verdades de hoje, tentando mostrar a imagem da virtude da democracia, mas que em nenhum momento mostram disposição de ser a favor da população enquanto fazem-de-conta que estão "trabalhando"...

  Todos estão vendo o que acontece na política local, o eleitor já sabe que votou no candidato errado, confiou seu voto na mudança, na esperança e na representação popular dos eleitos... sentem que foram enganados e traídos mais uma vez, e certamente não vão querer isso de novo nos próximos mandatos... mesmo que as pesquisas de opinião pública lhes sejam favoráveis...

 

 

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