276 - POLÍTICA, ELEITOR E MUDANÇA

16/01/2014 08:12

  Sabe-se que aqui em Várzea Paulista os políticos não estão bem na fita... muito faz-de-conta, muito fingimento e pouca, ou nenhuma, ação prática a favor da população, a favor dos eleitores que os colocaram no poder. Nas eleições deste ano terão que fazer opções de apoio aos candidatos que lhes possam dar um pouco de segurança no próprio cargo onde foi colocado pelos eleitores. Errar na escolha do apoio pode comprometer seu projeto político futuro, que não se vislumbra com possibilidades de continuar no poder, mesmo porque os eleitores querem MUDANÇA, e como isso ainda não aconteceu aqui no município devem eleger outros em 2016. E porque ? Porque os eleitores estão vendo os eleitos legislarem e governarem só para eles e para os "amigos". 

  A manifestação de 21/06/2013 foi uma advertência que não foi levada a sério, nem pelo governo nem pelos srs. do legislativo, que continuam com seu faz-de-conta como se "ninguém" estivesse vendo. Ainda acreditam ter o eleitor "na mão", comprando o voto ou não. Pode até parecer, mas não é bem assim...

 Portanto, agora em 2014, ano da Copa, vamos assistir a mais um show político nas eleições para presidente, governadores, senadores e deputados. Vai aparecer as mais contraditórias alianças, onde até inimigos políticos “mortais” irão compor parcerias para permanecer ou chegar no poder. Vale tudo, desde que consiga se eleger. O custo não é relevante, relevante é o poder...

  A política, como existe e a vemos, deixou de ser há muito tempo o que em tempos foi política sem politicagem.
  Mas agora, muitas vezes, é somente um meio de poder. A política não deveria ser um meio de atingir o poder, devia ser, isso sim, o meio de ligação e acesso de tudo a todos. A política implica a Constituição, a legislação, as normas, a ética e a moral. A política deveria promover o debate de ideias e ideais entre governo, legislativo e eleitores, e seria muito bom se os eleitores conhecessem mais de política do que de políticos. Isto não é nada fácil, porque não faz parte de programas educacionais a formação política do cidadão, para torná-lo apto a escolher seus representantes. Menos fácil, ainda, quando o foco que os políticos indicam aos eleitores, no interesse deles próprios, é o da paixão. Nada de razão.

  Pode-se passar por várias páginas das redes sociais, em que, através dos comentários dos leitores sobre eventos na cidade, e lá publicados, é possível identificar, com mínima margem de erro, quem "está" a favor deste ou daquele político ou daquele partido. Os destinos da cidade interessam menos do que o continuísmo. Já a continuidade é difícil. Governos que sucedem o de partido contrário não costumam terminar as obras começadas por este. Daí a existência de muitas obras inacabadas.

  Pois bem. Seria muito bom se estudantes, pelo menos de terceiro grau e profissionais em geral de nível intermediário, tivessem interesse nesse tipo de debate. Seria muito bom, também, e principalmente, que a televisão tornasse disponível essa matéria, para todos os que têm um aparelho de televisão. Infelizmente, nem uma coisa, nem outra.

  No mínimo, se ouviria três opiniões de especialistas em três áreas diferentes. Uma discussão civilizada, permitindo ao espectador sentir diferenças pessoais e profissionais, que seriam levadas pelo espectador ao circulo familiar e de trabalho para troca de impressões e opiniões. Isso permitiria que os maus políticos, os que se candidatam por interesse próprios, principalmente os notóriamente conhecidos por corrupção, tivessem suas chances muito reduzidas ou não terem chances.

  Mesmo neste ano de copa do mundo, com o governo e políticos contando com a distração e inebriação do povo, o sentimento do eleitor por mudança permanece aceso e decidido... e ele, o eleitor, quer mudança... precisa da mudança... vai mudar...

 

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