276 - O QUE ACONTECE COM PROMESSA POLITICA NAO CUMPRIDA ?

26/12/2013 10:57
  "Quem promete e não cumpre, o superior entende como afronta, o igual como injustiça e o inferior como tirania. Assim, convém se não apresse a língua em oferecer o que sabe que não pode cumprir. Portanto quem promete se apega aos eleitores, mas tão somente pelos votos acha que podem lhe dar."
 
  A frase acima define muito bem como são os políticos "modernos", que fizeram dos ideais dos grandes homens políticos do passado uma estratégia para obterem vantagens pessoais para si, amigos e financiadores, EM CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA.
  Transformaram a promessa em recurso apenas para se eleger e chegar ao poder, perderam o senso da ética, da honestidade, do compromisso e até da religiosidade, usando Deus como argumento para conquistar a boa fé dos eleitores. É tipico de quem usa de qualquer argumento para chegar ou permanecer no poder, a qualquer custo, mesmo tendo que acender vela ao diabo em nome de "deus". Promete o que sabem muito bem que não tem como fazer, que sabe que não vai fazer. Pouco importa. Importa é se eleger.
  São impostores na política, são os ladrões de sonhos dos eleitores, que "interpretam" os sonhos da vontade popular, adulteram e os adaptam para vender um sonho que eles querem que todos sonhem e que acreditem no sonho de quem promete, sonhando junto com o falso sonho, com a mentira das promessas. 
  Hipocrisia é uma palavra que esses falsos "democraticos" e "moralistas" desconhecem ou ignoram consciente e voluntáriamente, tudo pelo poder e pelo que o poder representa: vaidade, sobretudo, para poderem dizer que é uma "autoridade" e ainda se dar ao "luxo" de distribuir "migalhas de favores", e querem posar de intocável e "superior" mesmo sem cultura e sem formação academica e, muito pior, não cumprir nenhuma das promessas feitas para se elegerem. 
  É revoltante ouvir os políticos prometerem tantas e tantas coisas, os eleitores votarem neles e quando os mesmos chegam ao poder, não cumprem o que prometem. "Esquecem" ou "fingem" que não é com eles, fazendo e tratando os eleitores como bobos ou palhaços.   
  Acreditam que são espertos, e são na medida que conseguem enganar ou "comprar" os eleitores com promessas, com mentiras e até por favores e dinheiro. Mas o que era para ser um sonho vira decepção no sentimento dos eleitores, a decepção se transforma em rejeição e a rejeição em MUDANÇA.
  Mas isso pode virar contra eles mesmos, já que tramita o Projeto de Lei 4523/12 que altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) para incluir o estelionato eleitoral como prática criminosa, por fazer promessas no horário político e não cumpri-las após os políticos serem eleitos.
  Segundo o artigo 171 do Código Penal: "Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa."
  Tramita em conjunto com o PL 3453/04, que tipifica como estelionato eleitoral o crime no qual o candidato promete, durante campanha eleitoral, realizar projetos de investimento sabendo que é inviável a concretização da promessa.
  O que o autor do projeto argumenta, deputado Nilson Leitão, é que "prometer o que não vai cumprir para ganhar votos e se eleger é fraudar o processo eleitoral - o que prejudica todos os cidadãos - e se encaixa perfeitamente no crime de estelionato."
 O Projeto de Lei está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Mas para virar lei, antes, precisa ser aprovado por deputados, senadores e também pela presidenta Dilma Rousseff.
  O projeto tramita em conjunto com o PL 3453/04, que tipifica como estelionato eleitoral o crime no qual o candidato promete, durante campanha eleitoral, realizar projetos de investimento sabendo que é inviável a concretização da promessa.
  São muitos os políticos que registram propostas às vezes impossíveis de serem executadas. O eleitor desavisado acredita e vota no candidato que, depois de eleito, ignora as propostas como se não as tivesse feito. Isso é enganar o eleitor, é fraudar o processo eleitoral.
  O que todos precisam saber, no entanto, é que o eleitor acaba tendo participação em tudo isso. Seja no poder que concede por meio do voto, seja na obrigação de acompanhar os mandatos dos seus representantes políticos.
  Fiscalizar o mandato daqueles eleitos é o caminho a ser seguido para controlar o destino do dinheiro que sai do bolso dos contribuintes e escorre pelos gabinetes de políticos.
  Para isso, já existem os portais da transparência, que permitem que o cidadão possa conferir, pela Internet, valores de orçamento, contratos, salários, contratação de servidores, compras, licitações, entre outros atos administrativos. De posse dessas informações, é possível partir para uma segunda etapa, que é identificar a legalidade dos atos e procedimentos.
  Como nem sempre o eleitor, individualmente, é capaz de processar as informações disponíveis nos portais da transparência, cabe à imprensa a função de traduzir, depurar, comparar os dados e divulgá-los para a população.
  Com as informações, a sociedade poderá fazer uso de outros instrumentos importantes da cidadania, como a ação civil pública e a ação popular, tendo o Poder Judiciário, nesses casos, um papel importante, respaldando as iniciativas populares nas redes sociais.
   As eleições 2014 é depois da Copa, em menos de 3 anos tem a de 2016, e os Anonymous estão atentos nas redes sociais: "Nós somos Anonymous. Nós somos Legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos. Esperem por nós."
 



 

Voltar