281 - A CONTA É DO PREFEITO

03/02/2014 11:00

  Ser prefeito não é fácil, menos se o governante estiver preocupado com a opinião pública. Não é uma mera questão de competência. Se é nas cidades que os problemas se materializam, as prefeituras são o elo mais fraco da gestão pública, principalmente se a receita é menor que as despesas, e o governo municipal depende de verbas estaduais e federais como é o caso aqui de Várzea Paulista, principalmente para pagar salários de cerca de 2000 funcionários lotados na prefeitura, ainda mais com uma muito viciada e baixa qualidade de serviços públicos, principalmente na saúde pública.

  Tome-se a mobilidade urbana. Na última década, o governo federal fez da venda de automóveis uma política de estado. Subsidiou, financiou e estimulou o transporte individual o quanto pode. Mais do que a casa própria, o ícone da ascensão social foi outro: meu carro, minha vida. O status sobre rodas alavancou o consumo, a popularidade presidencial e os congestionamentos.

Em apenas dez anos, a frota nacional mais do que dobrou. Pelo menos 44 milhões de novos carros, motos, caminhões e ônibus entraram nas vias brasileiras entre 2003 e 2013. Enfileirando-se só os 45 milhões de automóveis, o engarrafamento daria cinco voltas na Terra.

  Para sorte do atual prefeito, só uma parte dessa manada circula pelas vias que ele governa. A frota da região é composta basicamente de automóveis. Se todos os carros saíssem da garagem ao mesmo tempo, formariam uma fila de quilômetros, logo…

  O problema não é só do prefeito varzino. É de quase todos os governantes das cidades da região do aglomerado de Jundiaí e do Brasil. Aqui, a imobilidade urbana se acentua, por uma simples questão de adensamento. Contra essa inundação rodante, os prefeitos estão em apuros. Eles não controlam a produção nem a venda de veículos. Não lacram, nem têm poder de polícia para retirar de circulação os carros sem licenciamento ou que não pagam os devidos impostos. Isso caberia aos governos estaduais, mas que vantagem estes levariam em guinchar os veículos de potenciais eleitores? Se o trânsito melhorasse, todos sairiam ganhando.

  Mesmo que alguém fizesse algo a respeito, para onde levar o tanto da frota que, estima-se, circula irregularmente ? Seria necessário um estacionamento imenso para abrigar todos os recolhidos.

  O transporte de massa também não é prerrogativa do prefeito. Metrô e trem urbano, no Brasil, são da alçada do governador – cuja popularidade depende menos do tamanho dos engarrafamentos do que da sensação de (in)segurança pública, ou da qualidade do atendimento nos hospitais e unidades de saúde.

  Não é acaso que a popularidade é menor nas capitais e suas periferias. Os eleitores ali são mais críticos porque nessas cidades os problemas são mais complexos e difíceis de solucionar. Os prefeitos das capitais acabam pagando o preço mais alto que as cidades do interior. 

  Aqui em Várzea Paulista tem o agravante crônico e “esquecido” pela administração pública, cujo governo atual disse-que-disse que ia melhorar isso com uma tal de "via expressa" que até hoje ninguem viu funcionar, sendo o afunilamento entre o término da av. Fernão Dias e o inicio da Duque de Caxias o maior dos problemas de transito na cidade, um tormento de quem vai para o trabalho de manhã e dele retorna no fim do dia, coisa que nenhum prefeito anterior conseguiu resolver. E este prefeito atual ? Vai resolver ? Prometeu inclusive fazer a viaduto da Ponte Seca e até já recebeu o dinheiro do governo do estado no inicio do segundo semestre 2013, mas nem projeto apresentou ainda...

 

 

 

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