286 - A QUESTÃO DAS CESTAS BÁSICAS, O GOVERNO E A SINDICÂNCIA

08/02/2014 10:08

  A questão do funcionário que “pegou” cestas básicas nas vésperas do natal 2013 parece que deixou o governo sem saída quanto a isso ante a opinião pública e redes sociais, e resolveu verificar a procedência dessa história para ver se consegue tirar o peso negativo dos ombros e reduzir o impacto condenador sobre si em toda a cidade.

  Vejamos o histórico disso, e em que estágio se encontra.

  Em primeira mão, em 06/01, publicamos aqui que um funcionário de uma respeitada secretaria, ocupando um estratégico cargo que é para ser de confiança, e que exige máxima lisura e honestidade, entrou e retirou 4 cestas básicas à noite, entre 20 e 21 hr, do Almoxarifado do Bertioga. Oras, quando foi interpelado pelo guarda em serviço respondeu que era para atender pessoas que haviam perdido o beneficio. Bom, não é um procedimento normal chegar no Almoxarifado depois do expediente e ir pegando as cestas sem requisição e sem autorização prévia por escrito e tudo o mais que isso certamente deve exigir. Acredita-se que nem o secretário e nem o prefeito faria isso. Na duvida, e para evitar um impasse com a "autoridade", o guarda não criou caso mas relatou por escrito o ocorrido e entregou na ouvidoria da prefeitura. A questão é: vai resolver alguma coisa via ouvidoria ? Vão apurar e, se constatar malfeito, esse funcionário será demitido ou está sob proteção do partido e do prefeito ? 

  Dia 24/01 publicamos aqui também que em meio a tantas prováveis irregularidades não esclarecidas ou sem tomar medidas punitivas e moralizadoras contra funcionários que ocupam cargos sensíveis, ao ser flagrado cometendo possível desvio de coisas da prefeitura que não lhe pertence ou sem prévia autorização, sabe lá por quais motivos não o fazem e que a opinião pública entende ter gente do governo com "rabo preso". Os comentários mais ácidos dizem que não demitem ele porque pode “botar a boca no trombone e contar TUDO” o que sabe do governo.

  Bom, isso tomou as proporções de escândalo na administração pública, é de uma gravidade quase insuportável para o governo e que exige medidas moralizadoras e punitivas para limpar a “barra” diante da opinião pública.

  O que se sabe hoje é que o funcionário foi questionado pelo chefe quando a isso, que parece ter respondido que pegou a cesta básica dele e mais duas, mas que se recusou dizer para quem entregou. Foi uma resposta que qualquer chefia entenderia ter algo irregular e condenável e, após verificações prévias, pediu abertura de sindicância da ocorrência no Jurídico para apuração dos fatos e medidas legais a serem aplicadas.

  De qualquer forma o governo não teve outra saída, pois isso já é de domínio público e nenhuma tentativa de acobertamento seria aceitável de forma alguma, mesmo tendo o funcionário ameaçado denunciar irregularidades do governo, se é que teria o que denunciar.

  Isso inclusive foi publicado em jornal local que circulou ontem, sexta-feira – 07/02.

  Seria o cúmulo um funcionário fazer um governo, que diz fazer as coisas certas, aceitar ameaças e ter que ficar quieto. Seria suicídio político e moral, e o melhor a fazer em um caso desses seria o prefeito renunciar se sentir-se intimidado e nada poder fazer para demitir e denunciar o funcionário cívil e criminalmente se comprovado apropriação indébita, pois seria conivente.  

  Até que se prove culpabilidade irrefutável em ato irregular e condenável cometido pelo funcionário em questão, ele pode perfeitamente declarar que não cometeu nada de errado... é um direito legal dele...

  Enquanto a sindicância investiga e apura a gravidade ou não da questão, vamos ver o que o Jurídico da prefeitura vai fazer quanto a isso e que medidas apontar para serem tomadas a bem do moral e seriedade do governo... vamos ver... 

 

 

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