29 - SOBRE PESQUISAS ELEITORAIS

12/08/2012 10:03

  Abordagem: Cinthia Zukauskas Mambrini            

   Pesquisa é um meio pelo qual sabemos como está determinado produto perante o mercado; neste caso falaremos da Pesquisa de Opinião Pública Eleitoral, ou seja: Candidato x Eleitor.

   Nós, os eleitores, somos os compradores que nos utilizamos do voto como moeda de compra, onde os candidatos são os produtos nas prateleiras. Quando vamos comprar um produto nunca nos esquecemos de verificar, preço, validade, peso e etc. O mesmo devemos fazer com o nosso produto candidato, ver o seu passado, atitudes, histórico, vida pessoal, etc.

   Voltando as pesquisas, de uma forma bem simplificada vamos examinar como funciona.

   A pesquisa é comprada, encomendada, em quase todos os casos pelos  próprios candidatos, onde contratam empresas especializadas, por exemplo Vox Populi, Ibope entre outras, e registram na Justiça Eleitoral para ter validade.

   Cada empresa que faz a pesquisa utiliza de uma metodologia própria, que é a forma de pesquisar, e onde o comprador pode escolher alguns ajustes.

   Citarei um exemplo, temos pesquisa espontânea e indutiva, e como funciona; na pesquisa eleitoral a espontânea é onde o eleitor abordado informa o nome que vier em sua mente, mesmo que este nome não seja candidato; e a forma indutiva é onde é mostrado uma lista, tabela, cartão com os nomes dos candidatos da eleição atual, sendo apontado pelo eleitor apenas aqueles nomes ou branco e nulo, creio que nós já vimos este tipo de pesquisa na rua, esta é a forma mais comum.

   Estes ajustes feitos, a empresa vai na busca do que o cliente encomendou, por exemplo: número de intenções de votos gerais, por região, rejeição, e em algumas cidades quadro para um segundo turno.

   Desta forma teremos um resultado por amostragem da cidade, estas informações são reunidas e compiladas, ou seja contadas, e o resultado são colocados em planilhas e gráficos para melhor visualização do cliente, no caso o candidato.

   Os dados de avaliação ,ou seja amostragem, são pegos aleatoriamente de apenas uma parcela  dos eleitores da região/cidade pesquisada. E esta avaliação é  utilizar para propiciar certas decisões de ordem estratégica da campanha de cada candidato.

   Portanto, caros ELEITORES, não se deixem enganar, uma pesquisa ela é vasta e rica, o que são divulgados são resultados gerais, e mesmo assim com uma margem de erro. Como exemplo, em uma cidade como Várzea Paulista a margem de erro de 5%, que seriam 3.700 votos, considerando o número de 74.000 eleitores; pensando desta forma a eleição não está ganha nem perdida com base em uma pesquisa, e sim só é uma diretriz para os coordenadores de estratégia em uma campanha.

   Lembrem-se: há muitos candidatos eleitos em pesquisas que não tomaram posse até hoje porque não foram eleitos nas urnas, poderiamos citar vários nomes, mas sabemos que o eleitor vai se lembrar de ao menos um.

   Por isso ELEITOR, o voto é seu!

   Procure sempre conhecer em quem vai votar, seu histórico e suas propostas e não se guiar por pesquisas, este elemento serve para coordenadores de campanha, não para nós que vamos votar.


 
 

 

Voltar