30 - O JOVEM E A POLÍTICA

13/08/2012 09:04

          Adaptação e combinação dos textos de Matheus Paggi e Sidney Vida

          Fontes: http://www.jornaljovem.com.br/edicao4/tema02.php

                     http://sidneyvida.wordpress.com/2007/08/12/lembrando-roberto-campos/

  “Na política, alienado é o poder, não o jovem.”

   Com novos candidatos e candidatos novos, disputando as eleições 2012 para o cargo de vereador, e levando em conta o sentimento da população por mudanças, apresentamos o texto abaixo, composto, para reflexão sobre o novo que queremos em meio ao antigo que já conhecemos. Apesar do jovem não ter a experiência política dos mais velhos, não há porque ter receios de contar com essa força jovem, dinamica e idealista, movida pelo desejo que fazer algo diferente e melhor do que já conhecemos da velha política. Sempre há o risco do que o novo possa representar, mas certamente se não tivermos o novo, o futuro sempre irá ser o que já conhecemos e até criticamos.

   Vejamos o texto:

   Como já alertava o poeta e dramaturgo Bertold Brecht, o analfabeto político é aquele, que simplesmente ignora a política. Para ele, a política é “um saco” e nenhum candidato presta, já que são todos iguais. Daí, muitas vezes acaba anulando seu voto. Mal sabe ele que esse tipo de postura só favorece o político corrupto, que acaba se mantendo no poder.
   Não se pode tirar toda a razão dessas pessoas, dada o desânimo causado pelos políticos brasileiros, mas a mudança só será possível se esse tipo de atitude mudar.
   A importância disso é de que, em um país de jovens politizados, o futuro é promissor, pois aqueles que hoje apenas observam e estão iniciando sua participação política, provavelmente já saberão como agir no futuro, procurando evitar erros e encaminhar seu país para uma melhor condição.

   É repetitivo dizer que o futuro da política são os jovens. Pois a política não vive do passado, mas do presente e do futuro. Do presente porque o que se fez no passado retorna sob a forma de ilustração do que é possível fazer no presente; do futuro porque é pela crença no que é prometido no presente que se cria a impressão de que o futuro será assim ou assado.

   É preciso muita habilidade retórica e midiática para entusiasmar os que serão protagonistas do que será feito no futuro. E estes são justamente os jovens de hoje.  Porque, como todos os homens, os políticos de hoje morrem e dão lugar aos de amanhã, justamente os jovens de hoje. 

   Se é inevitável a sucessão dos políticos de hoje pelos jovens de hoje, que serão os políticos de amanhã, não é inevitável que os políticos de amanhã repitam os erros dos atuais. Não é inevitável que os jovens de hoje se tornem insensíveis ao povo que, um dia, dirão representar – e dirão coisa certa, pois é do povo que sairão.

   E se algum jovem perguntar sobre o que há de importante no povo, que o elegerá e lhe dará cargo público, certamente descobrirá que é a confiança, e, tornando-se de fato representante do povo, deverá lutar com todas as suas forças para que a confiança concedida seja respeitada.

   Portanto, os jovens devem estar cientes dos acontecimentos políticos nas localidades em que vivem, bem como fazer um chamamento à responsabilidade de todos os jovens para que assumam de fato, e de direito, o seu lugar na condução dos destinos político-administrativos de seus Municípios. Já não é mais aceitável que nossos adolescentes inteligentes, dinâmicos e criativos fiquem relegados a planos secundários ou totalmente ignorados nos programas e projetos administrativos dos Municípios, e é chegada à hora de se fazer uma política onde a juventude seja de fato a prioridade em uma administração.
   O jovem é a alavanca necessária para dar o inicio a uma revolução política-administrativa, onde a participação do cidadão é fundamental para, com a transparência necessária de todos os atos administrativos, mostrar que o uso de recursos pode muito bem propiciar a todos os segmentos da sociedade uma perspectiva de vida superior a que tem sido oferecido, se é que ofereceram alguma coisa.
   Os jovens precisam de espaços político-administrativo, com a conquista desse espaço poderá propiciar a sociedade uma administração inteligente e, sobretudo voltada para o progresso. Imaginamos uma empresa, uma instituição, uma sociedade, um município ou uma nação, bem sucedidos, tendo por administradores pessoas despreparadas e, sobretudo limitadas em termos de conhecimentos? É evidente que existem as exceções, mas até quando vamos ficar fazendo experiências na busca de uma exceção que dê certo? As coisas não acontecem por acaso, é preciso ir em busca das soluções para os problemas que se apresentam. Não devem aceitar lamentações como justificativas para falta de recursos, isto porque felizmente, os Municípios podem contar com cidadãos jovens, inteligentes, competentes, preparados, para através da criatividade, da competência, superar as dificuldades de ordem conjuntural.
   Não somente o jovem etário é jovem na idade, mas jovem de idéias de mentalidade, jovem na criatividade, jovem
no dinamismo, jovem de espírito, enfim, que saibam valorizar as experiências positivas do passado e que tenham a honradez e a coragem de assumir os erros, fazendo destes motivos para a busca constante do acerto.
   A inserção da juventude na Política é de extrema importância para renovar quadros, trazer novas idéias e cons
truir um novo caminho. Os jovens não podem ficar omissos, tem que acreditar na força como instrumento de transformação. O Jovem seja ele de direita ou esquerda, independente da sua ideologia, do partido em que esteja não pode ficar ausente das discussões que envolvem nosso futuro.
   No exercício da cidadania, a participação do jovem amplia os espaços públicos, assim acabando com o individualismo na sociedade política. O eleitor jovem deve compreender que a política faz parte do nosso dia-dia e é fundamental para sobrevivência da sociedade. Devemos aumentar a participação da juventude nos debates políticos.

  “VOCÊ, JOVEM, É A ALAVANCA NECESSÁRIA PARA DAR O INICIO A UMA REVOLUÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA”


 
 

 

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