300 - V.PTA.: O GOVERNO E A INVASÃO DE TERRA PARTICULAR

20/03/2014 09:45

  

  Observando com a mesma preocupação de todos, o Blog tem visto a movimentação dos ocupantes do terreno particular no Jd. Paulista proximo à Igreja Universal, depois de instados a abandonar a área pública do Jd. América I, e que acompanhamos os manifestantes, depois de irem até prefeitura na segunda-feira p.p. no fim do dia, para conhecer a área ocupada.

  Os manifestantes não foram recebidos pelo governo, que se fechou ao diálogo certamente por temer surgimento de confronto ou tumulto por parte dos reinvindicantes de moradia, cerca de 200 pessoas. O governo não enviou representante para negociar outra data para diálogo somente com os lideres. De qualquer forma, não houve nenhuma espécie de tumulto, a manifestação foi muito pacifica e até crianças entregaram flores aos policiais em frente a prefeitura. Atenderam pedido da PM para desempedir uma das faixas da av. Fernão Dias, e logo depois a outra. Tudo através do diálogo entre policiais e lideres, com respeito e calma de ambas as partes, conforme inormações da PM e GM.

  Ao se derem conta que não seriam recebidos, os lideres se retiraram com o Movimento sem qualquer vandalismo esperado em uma situação como aquela. Seguidos pela PM, acompanhamos o pessoal até o local da ocupação, já com barracas e familias instaladas. Chegamos até a Sede do Movimento, e tivemos a oportunidade de ouvir o principal lider do Movimento, Sulinar, se pronunciar às pessoas. Inicialmente agradeceu a todos que foram até a prefeitura, e fez uma série de recomendações aos manifestantes, entre as quais destacamos: 

  - confirmou que um representante do proprietário da área ocupada conversou com os lideres, e que se prontificou a negociar venda da área com a prefeitura,

  - que estão fazendo triagem rigorosa das familias a serem beneficiadas, e que todos devem dar nome para se cadastrar somente à comissão do Movimento para evitar que oportunistas e pessoas de outras cidades consigam se beneficiar, mesmo porque tem aparecido gente de todo lado,

  - que as familias com deficientes fisicos e com idosos terão prioridade,

  - para evitarem a todo custo qualquer tipo de reação, tumulto e violência, e se a PM chegar para desapropriar é porque estarão fazendo o trabalho deles e devem ser respeitados,

  - entre outras...

  Informações da liderança deram conta que os carros lá vistos eram de pessoal e familiares, que estavam prestando assistência com alimentos, água, etc..

  As TVs Globo e SBT já fizeram reportagem no local.

  Uma publicação do principal lider do Movimento, Sulinar, denuncia que a desocupação seria feita hoje pela PM, mas que teria sido adiada para amanhã, sexta-feira, feriado municipal, para evitar qualquer tentativa dos manifestantes irem à prefeitura. Uma outra informação, de dentro do governo, prevê que seja feita no sábado próximo, dia 22/03.

  Um comentário de bastidores preocupa o Movimento, pois corre sob "censura"  a informação de que o MP pediu o indiciamento de dois lideres, e também que seriam presos.

  Seja é verdade ou não se tratar de um Movimento de cunho político, sobretudo, como muitos pensam, a opinião pública está dividida entre apoiar e condenar a ocupação, mas sabem que uma coisa é visivel: o governo parece estar se esquivando de dialogar, segundo se comenta nos bastidores. 

 Outro ponto decepcionante da politica local, é que NENHUM vereador, que na campanha eleitoral prometeu lutar por moradia para os mais humildes, sequer se pronunciou ou apareceu por lá. Afinal são também eleitores...

  O horizonte do fim do movimento ainda está muito nebuloso, e apostar que a justiça vai intimidar o pessoal da ocupação é um risco enorme, pois pode acontecer uma de duas coisas:

 1 - se prenderem o principal lider: ou pessoal se revolta mesmo, ou o Movimento se acaba.

 2 - se indiciarem o lider, para responder processo por incitação popular, ele não deverá ser preso porque não tem histórico de qualquer violência do Movimento, e a "luta" continua.

 O que fazer sr. prefeito ? É uma séria questão social, onde o terreno parece mesmo estar minado, e algo precisa ser feito o quanto antes ... e a demora depõe contra o governo... 

  

 

 

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