318 - FALTA DE DIALOGO DO GOVERNO MUNICIPAL ?

24/04/2014 11:47

Esta ocupação no Jd Paulista, por parte dos reivindicantes de moradia, tem mostrado algumas particularidades aos que estiverem atentos no que está acontecendo, principalmente quanto ao "diálogo"...

De um lado um grupo de pessoas que estão esperançosos de permanecer no seu espaço da invasão, mas temerosos e aflitos pela eminente desocupação decretada pela Justiça, cujo prazo deveria ter sido cumprido até ontem, 23/04. Alguns até chegaram a construir em alvenaria e estão morando dentro, acreditando que vão permanecer no local.

Do outro os políticos que se esforçam a todo custo para se manterem alheios a essa questão, que evitam qualquer contato e/ou compromisso com os ocupantes.

 É um jogo de pressão: os reivindicantes que querem atenção do governo municipal, especificamente do prefeito, e o governo que evita falar com eles, também o prefeito, o único que poderia dar diálogo aceitável a essa questão. Mesmo não cedendo aos apelos do movimento.

Mas o diálogo não acontece porque maior parte do governo (consenso de secretários e assessores) aconselham o prefeito a não ter diálogo com o pessoal, e os reivindicantes ficam sem expectativa concreta, e isso mina a esperança deles em função de que o mandato judicial será cumprido a qualquer momento e terão que sair.

No facebook foi publicado que o prefeito saiu às escondidas no dia 22/04, quando os ocupantes foram tentar falar com ele, escoltado pelo Espaço Cidadania. Se foi assim mesmo como dizem, então o estrago político pode ser maior do que se imagina, e isso pode ir contra suas prováveis pretensões políticas futuras.

O que mais ficou evidente foi a falta de diálogo entre as partes, governo e reivindicantes, e quem pecou neste aspecto foi o governo segundo boa parte da opinião pública. Mas, a opinião pública esta dividida. Uma parte parece apoiar que o prefeito não se permita ao diálogo (minoria ?), e outra que lamenta o prefeito não se permitir ao diálogo. Só os secretários se apresentam para o diálogo com os ocupantes, e isso eles não querem. Querem dialogar com o prefeito, com mais ninguém.

Enquanto isso permanece no estado de falta de diálogo entre o prefeito e os reivindicantes, a ansiedade visivelmente começa a tomar corpo e conta de ambas as partes: uma que acabe logo com isso (governo), e outra que não acabe (reivindicantes).

O que parecia inicialmente ser uma questão social, hoje É uma questão política, e deve refletir no voto dos eleitores agora em 2014 e em 2016 (principalmente) ante essa aparentemente mal resolvida questão.

Não vamos comentar sobre os srs. vereadores, os eleitores terão a palavra, e voto, na próxima eleição municipal, quando poderão fazer vez ao que eles pensam do comportamento e distanciamento deles.

Qual a lição maior que se pode tirar de tudo isso ?

Uma delas é o político antes de chegar ao poder, depois chegando só pensam neles, e outra o eleitor que acreditou neles e confiou seu voto nas promessas de campanha...

Em 2016 vai se repetir ? O pessoal da zona norte, a mais carente e sofrida cidade já sabe muito bem como é viver só de esperança, e certamente querem novamente tentar outra mudança. Mas não com os que prometeram e estão distantes do eleitor (exceto os amigos). Não da mais para tapar o sol com a peneira, segundo se ouve... principalmente na zona norte da cidade... Ou o eleitor não sabe o que quer ?

 

 

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