321 - V.PTA.: SEM TETO E SEM SAÍDA ? Parte 2

29/04/2014 17:05

  Reproduzimos abaixo o Email que recebemos, antes da desocupação, referente a questão dos reivindicantes de moradia aqui em Várzea Paulista (reeditado para publicação):

  "Ao acompanhar de longe o andamento das negociações sobre o tal assentamento de sem tetos e colhendo informações daqui e dali, observando o interesse  do Governo em resolver o problema, percebe-se o seguinte, na minha opinião:

  1 - SEM SAÍDA:

  É a situação do Governo de Várzea Paulista,  Prefeito e seu secretariado. É muito delicada. Se o Governo ceder e negociar uma saída pacífica que beneficie os ocupantes, o mérito será para o "líder Sulinar", ele se tornará um líder político conhecido no estado inteiro, defensor dos sem tetos, e poderá tirar grandes benefícios políticos disso que, sem dúvidas, parece ser a intenção dele.

  Por outro lado se o Governo continuar em cima do muro, se esquivando ou se fazendo de desentendido que, junto com seus seus secretários, de manhã falam uma coisa e à tarde "desfalam", ou seja; prometem e não cumprem, fica ainda pior para eles. Estão se enterrando politicamente, não só o executivo como também o legislativo.

  Onde está a atuação dos Vereadores??? De braços cruzados, olhando de longe??? Só pode! Mas falando o português as claras; estão todos, todos, complicados ante o eleitorado, PREFEITO, SECRETÁRIOS E VEREADORES. 

  2 - SEM TETO:

  Tudo bem que tem muita coisa errada na organização do movimento também. Sulinar não tem nem associação de moradores registrada, não faz parte de nenhum sindicato dos sem tetos, ou seja , não faz parte de nenhum movimento sindical que dê retaguarda aos assentados, pelo menos não se sabe se faz. Fez tudo no peito, sem noção de nada, dizem que trouxe famílias de outros municípios e até de outros estados, se for fazer um levantamento no assentamento não deve ter mais que 30% de moradores de Várzea Paulista. 

   Foi criado em dezembro de 2013 o Conselho Municipal de Habitação para dar andamento em um projeto de construção de mais ou menos 300 apartamentos, para suprir a necessidade habitacional levantada em um cadastramento feito ainda no governo passado e renovado em 2013. Foi feito o recadastramento de famílias com rendimentos de até 03 salários mínimos para serem contemplados com esses apartamentos que, segundo o CRÁS, somou-se mais ou menos 250 famílias consideradas em áreas de risco e/ou baixa renda. Foi encaminhada a documentação para o Governo Federal, onde foi aprovado e liberado a construção dos apartamentos com o Dinheiro do PAC 2, que o Josué,  Secretário de Obras, comentou no sábado 26/04. Mas o Sulinar resolveu criar esse movimento de invasores, e isso atrapalha a política habitacional da cidade que estava em seu início e ia pela primeira vez acontecer em nosso município. Então, para mim, esse assentamento tem tudo para ser apenas uma politicagem eleitoreira, com interesse político nas eleições de 2016. 

  No meu ponto de vista eles estão dando um tiro no pé e estão colocando em risco a vida e a saúde de todas essas famílias que ali estão. E, se todos ouviram bem na reunião de sábado,  o ocupante Silas falou que se chover ele sai do assentamento com a família inteira, então ele tem onde morar, né? Tem gente ali que conheço e que tem mais condições de pagar aluguel do que eu. Moram em casa muito melhor que eu moro, tem até comércio. Estão no assentamento simplesmente como aproveitadores." 

  

 

 

 

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