329 - BRINCADEIRA INFELIZ EM REUNIÃO TENSA

17/05/2014 09:01

   Ontem, 16/05 às 08:30h, o que já não era doce para o governo azedou de vez. O sindicato dos funcionários públicos municipais se reuniu com o governo para tratar do reajuste salarial da categoria, após a proposta anterior ter sido rejeitada em assembleia.

   Participaram da reunião a diretoria do sindicato, os secretários da gestão pública, administração, jurídico e finanças, e um adjunto de finanças. A novidade, em nova proposta do governo, foi substituir os valores escalonados por faixa salarial para um único valor para todos: R$ 170,00, e sem mais nada. Claro, a diretoria sindicato não se entusiasmou mas vai apresentá-la aos servidores em nova assembleia dia 19/05 às 17:30h.

   Até aí tudo bem, embora contrariado com a proposta nova, um comentário infeliz do adjunto de finanças acabou por provocar surpresa e a ira contida nos representantes do sindicato, que se sentiram muito ofendidos com o comentário feito em tom de brincadeira em uma reunião tensa e desgastante.

    Se o interesse e esforço do governo em tentar dar solução na questão salarial, o comentário parece ter colocado tudo a perder junto aos servidores, que já consideram a greve como certa. Inclusive o governo entende que a greve parece ser inevitável.

    Nem é preciso dizer que o comentário se alastrou mais rápido que incêndio em mato seco em dia de sol, e logo no inicio da noite até postagem a respeito apareceu publicamente na rede social.

   Não podia ser mais desastroso o que foi comentado, e já tem gente da executiva do próprio governo pedindo o afastamento do adjunto da mesa das negociações, que também é desejo do sindicato que fique fora.

   Com todos os tropeços deste governo, que a opinião entende que ainda estão na fase de aprendizagem de como se governa uma cidade, que não será diferente até o final do mandato e que o sonho de mudança prometido não vai virar realidade. Com tudo parecendo ser desfavorável na administração pública, o governo ainda permanece esperançoso em evitar a greve que poderia ser o marco divisor de águas da competência ou não do governo.

   Se não for concedida proposta que atenda o mínimo das reivindicações dos servidores, a greve virá dar expor as vísceras do governo dolorosamente, e o povo (eleitor) vai colocar isso na balança em 2016, pois será atingido também pela possível greve.

   Se conceder ao menos a reposição da inflação, a Lei de Responsabilidade Fiscal irá pegar o governo no Tribunal de contas por ultrapassar o limite máximo de 52% do orçamento mensal com a folha de pagamento salarial, que deverá aumentar para cerca de de 56%.

   O que fazer ? Entre as possibilidades, a que parece ser a mais óbvia é reduzir cargos comissionados, principalmente dos quem ganham acima de R$ 4mil por mês. Se existe a preocupação do governo em cumprir os acordos políticos e de campanha, por outro lado existe o que é mais grave e deve ser preservado no atual momento: GOVERNABILIDADE.

  Portanto, “sacrifícios” terão que ser considerados por uma simples questão de “sobrevivência” política e administrativa. E se houver disposição do chefe de governo fazer a coisas certas daqui em diante, despreocupando-se com a possibilidade de reeleição em 2016, mesmo que sejam medidas antipáticas dentro do governo, poderá dar novo alento à população e no fim das contas ganhar a confiança dos eleitores, que hoje aparentemente não votariam nele novamente. Mas isso deve ser URGENTE ! A começar pela questão salarial dos servidores municipais, e evitar repetir que "não tem tem dinheiro". Pode até não ter, mais isso está depreciando o executivo e o legislativo.

   Os funcionários públicos estão ansiosos e insatisfeitos, e os eleitores e a “oposição” estão observando... 

 

 

 

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