332 - V.PTA.: UMA QUESTAO DE GOVERNABILIDADE ?

22/05/2014 09:20

   Baseado em artigo de Dora Kramer - colunista do jornal O Estado de S.Paulo

   Com tudo o que anda acontecendo aqui em Várzea Paulista, ocupação de terras por reivindicantes de moradia, estado de greve do funcionalismo público, falta de dinheiro, etc., e com um governo do PV aliado com PSB E PTC, comenta-se nos bastidores que existe acordo partidário do governo com, pelo menos, 7 dos 11 vereadores para que exista governabilidade e "oposição" legislativa sem tropeços. Não há nada errado com isso mas, exceto se houver interesses partidários e de pessoas acima dos da população, eleitores, temos  que convencionou-se no mundo político o princípio de que qualquer tipo de aliança partidária é uma boa jogada. Ainda que algumas se assemelhem a casamentos de jacarés com cobras d'água.  

   A lei permite que seja assim. Mas permite porque os senhores parlamentares decidiram mudar a Constituição para que assim passasse a ser permitido. Foi em 2006. Desde então, virou letra morta a obrigação dos partidos de reproduzirem nas eleições estaduais e municipais as alianças feitas para governar. 

  

   Com isso, ficou institucionalizada a balbúrdia partidária. Cada um faz o que bem entender. Ninguém pode reclamar de ninguém, pois não há quem esteja incorrendo em ilegalidade. Muito embora seja tudo muito questionável sob o aspecto da legitimidade. 

   O assunto é recorrente. Sua abordagem justifica-se a cada eleição porque a prática da geleia geral é permanente e pelo visto perene. Mudança política? Pois sim. Da boca para fora raros são os políticos a defender a mudança geral tal como o eleitor acreditou quando votou e elegeu seus representantes. A maioria prefere optar pelo fortalecimento dos partidos e seus interesses pessoais. È que se vê hoje na prática na política aqui de Várzea Paulista, como em quase todos os lugares. E na prática a conversa é outra. A situação do cada um por si é extremamente confortável para todos. Se o eleitor não entende coisa alguma dessa salada indigesta, pior para o eleitor. Vire-se e vote, de novo. Certamente tudo continuará como está se continuar acreditando nas promessas que fazem em período eleitoral, mas logo que são eleitos fingem que não é com eles. O estado de greve do funcionalismo público e a ocupação está aí para mostrar como se comportam, e como anda a governabilidade do município, tanto do executivo como do legislativo. 

   Entretanto, por mais que se queira e exista a tentativa de se fazer tudo certo no governo, tem o peso da questão e interesses dos aliados em jogo e no jogo. Se tudo continuar como está, na avaliação da opinião pública, amanhã, em 2016...

 

 

Voltar