335 - V.PTA.: FUNCIONARIOS PUBLICOS, GOVERNO E O 7º DIA DE GREVE

03/06/2014 08:25

   A greve dos funcionários públicos aqui de Várzea Paulista entra hoje no seu 7º dia, 03/06, e persiste a queda de braço entre governo e grevistas onde só quem sofre as consequências é a população pela precariedade dos serviços públicos municipais.

   Se são justas ou não as reivindicações dos grevistas, e eles tem as razões inegáveis deles, também o governo as tem do outro lado e está mesmo passando por maus bocados por entender que não tem como atender as reivindicações como os grevistas querem, já que os cofres da prefeitura está com recursos limitados pelas despesas com baixa receita municipal e depende muito dos repasses estaduais e federais. As contas estão justas pelo que se entende.

         Se o atual governo está mesmo fazendo as coisas certas o tempo logo vai mostrar e, certamente, medidas antipáticas e aparentemente incompreensíveis deverão ser e estão sendo tomadas, principalmente se tiverem que reduzir o quadro de funcionários comissionados. Por outro lado se o governo ceder e demitir probatórios e/ou estáveis, como se ouviu dizer, terão que conviver com a antipatia do funcionalismo e pagarão o preço nas eleições 2016.

   Uma observação que pode estar sendo desconsiderada é que o governo aparentemente está mesmo tentando fazer as coisas certas, e um exemplo disso pode ser a construção do Centro Esportivo e Cultural no Jd. do Lar (a ser inaugurado ainda este mes de junho) com a verba destinada para tanto, ou seja, fazendo o que devia ser feito sem usar a verba para outros fins. Mesma coisa para a construção da UBS ao lado do campo de futebol da Cruz Alta. Se é verba conquistada pelo mérito do governo anterior do PT isso foi excelente, mas o que importa hoje é como está sendo usada pelo atual governo. Portanto, o que interessa de fato é que as verbas estão sendo aplicadas para os fins a que se destinam.

   Ainda quanto  aplicação das verbas recebidas, o governo está licitando a obra do viaduto da Ponte Seca, já comprou e está esperando ser entregue os equipamentos das Academias de Ginástica ao Ar Livre, e já começou as obras da Ciclovia no Mursa, segundo informações confirmadas pelo secretário da gestão pública ontem, 02/06. O que parece estar faltando é comunicação entre governo e população.

   A queda de braço do lado dos grevistas já mostra divisões de opiniões entre os vários seguimentos quanto ao que aceitar do governo, mas uma coisa é certa: eles querem o que acham justo, ou seja, a inflação reposta nos salários e um Vale Alimentação aceitável.

   Se avaliarmos com isenção emocional, a proposta do governo não é ruim como parece ser, mas a questão que pesa na opinião dos grevistas é os 6,28 % da inflação ser incorporado nas horas extras, férias, aposentadoria, etc.. Do lado do governo, segundo informou ontem a equipe executiva que está gerenciando a crise da greve, o que eles estão propondo é um Vale Alimentação de R$ 210,00 permanente, inclusive para aposentadoria, e 1,5% como aumento salarial. Isso pode ser alterado em janeiro de 2015 pelos funcionários públicos, com a opção de trocar o Vale Alimentação por mais 4,78 % de aumento para completar a inflação.

   Hoje deve haver mais uma rodada de negociações entre comando da greve e governo, marcado para as 13h para examinar nova contra-proposta dos grevistas entregue ontem, em clima muito tenso de ambos os lados, onde já se observa sinais de desgaste e cansaço tanto emocional como fisico. A contraproposta do sindicato é: reposição dos 6,28% da inflação dividido em 3 parcelas (agosto, setembro e outubro) + R$ 210,00 de Vale Alimentação permanente, ambos retroativo a maio.

   De qualquer forma, a greve está entrando na fase mais difícil e nenhum lado talvez não poderá dizer que saiu vitorioso no fim das contas.

  • Abaixo a última proposta do governo:

 

 

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