340 - V.PTA.: A GREVE DO FUNCIONALISMO, O IMPASSE E O INESPERADO

11/06/2014 07:46

   Ontem, 10/06, era visível o desgaste de ambas as partes no impasse da greve, mas foi um dia com uma reviravolta inesperada da parte da equipe do governo, que mudou sua postura estrategicamente intransigente e distante permitindo-se ao dialogo aberto, franco e salutar diretamente com os grevistas.

   Vejamos como foi o dia da greve:

   Por volta das 13h começou uma negociação entre os grevistas para decidirem apresentar uma nova contraproposta, aparentemente a pedido do governo que parecia ansioso em resolver o impasse.

     Às 13:35h os grevistas votaram e escolheram uma das 6 propostas elaboradas entre eles, todas retroativas a maio:

   A proposta escolhida, praticamente por unanimidade, foi a primeira, a nº 1. Votaram primeiro pela manutenção da greve e também para nova Assembleia hoje, 11/06 às 10h. Enquanto o sindicato foi redigir oficialmente a proposta para ser entregue ao governo, o presidente foi acertar para que a reunião de negociação com o comando da greve fosse feita na câmara municipal, e aberta aos grevistas que quisessem assistir. O governo devia estar pronto para isso, pois concordou mesmo com os receios em enfrentar o pessoal.

   Às 14:30 h teve inicio as negociações entre governo e grevistas na câmara municipal, que de negociação não teve nada. Mais pareceu uma reunião para defesas de pontos de vista de ambos os lados, onde de um o governo se defendeu com seus argumentos, números e explicações do porque não pode fazer mais do que já ofereceu, e do outro os grevistas com suas razões e indignação da forma com que o governo se mantém insensível no trato das reivindicações.

   O ponto alto, logo no inicio, foi 2 mães exporem o sentimento da população, e eleitores, com as dificuldades da greve com relação à saúde, creches e escolas fechadas. Depois, pouco antes de terminar a reunião, outro ponto, muito constrangedor ao governo, foi uma professora afirmar que tem comissionado ganhando muito mais que muitos funcionário de carreira, e trabalhando apenas 15 horas semanais, enquanto ela trabalha a mais de 20 anos com 36 horas semanais e ganhando bem menos, além de trazer a tona a questão de nepotismo em diversas áreas da administração para acomodar os compromissos de campanha. Pego de “surpresa”, o governo se disse desconhecedor da questão e que ia apurar.

   No fim das interlocuções, com todas as criticas e indignações dos grevistas e defesas do governo, o presidente do sindicato pediu que o governo se sensibilizasse e fizesse uma proposta que pudesse ir de encontro aos anseios dos grevistas. O governo disse que ia estudar para tentar rever a proposta que vinha mantendo, mas que em principio pouco poderia ser feito. As negociações serão retomadas hoje as 13:00h.

   Em uma avaliação superficial desse desencadeamento inesperado, tem-se a sensação de contribuição da Dra. Flávia, a juíza que concedeu 10 dias para o sindicato apresentar a Ata da Assembleia, que decidiu pela greve, para posterior tomada da decisão sobre medida requerida pelo governo municipal à Justiça. Se assim foi, demonstra a sabedoria com que a juíza tratou a questão, de forma que o governo e grevistas tivessem tempo para entendimentos, pois o sentimento de ambas as partes é que a decisão judicial seria pela não abusividade da greve, ou seja: seria declarada legal. O governo seria o grande derrotado.

   Vejamos os vídeos da avaliação de ambas a partes quanto a reunião:

1-sindicato.avi        2-governo.avi

   Tudo indica que a greve pode estar chegando ao fim. Vamos ver.

 

 

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