344 - V.PTA.: JÁ TEM REJEIÇÃO AO GOVERNO MUNICIPAL?

18/06/2014 15:38

   Depois de definida uma eleição, como a de 2012, é comum a avaliação de que não foi o vencedor quem ganhou, mas o oponente quem perdeu. Isso acontece quando o que determina o voto é o índice de rejeição, e não o grau de aprovação.

   Um exemplo de eleição vencida pela rejeição ao governo anterior: a de Eduardo T. Pereira do PT em 2004, que venceu seus oponentes em decorrência do desejo de "mudança" do eleitor. Mas depois em 2012 também pesou a forte rejeição à continuidade do governo do PT. Uma avaliação séria do que hoje se passa aqui em Várzea Paulista, mostra que o desejo dos eleitores não estão sendo atendidos, e já se vê sinais inequivocos de rejeição. Ora, não há dúvida de que uma eleição se define por dois fatores: sólida aprovação ou incurável rejeição. O governo atual começou com as promessas de mudança e pode terminar com mais uma decepção ao eleitorado, e por rejeição.

   Quando a aprovação se dá em um colégio eleitoral onde não existe uma rejeição do candidato no universo maior do eleitorado, então a possibilidade de vitória é quase certa. Pelas contas, isso aconteceu claramente na última eleição. A maioria dos candidatos podiam ter aprovação indefinida, mas certamente alguns tinham uma sólida rejeição. E a eleição de 2012 foi conduzida pela rejeição.

   Examinando os números do eleitorado, a força da rejeição hoje volta a se instalar no eleitorado quanto ao governo atual, já que parece ser evidente não estar promovendo as mudanças prometidas na campanha e nem mostrando que vai cumprir as promessas que o ajudou a vencer as eleições: Poupatempo Saúde, Maternidade, acabar com a falta de medicamentos, redução dos cargos comissionados, entre outras.

   Os números das pesquisas podem mascarar a verdade na resposta do desejo do eleitor que, escondendo o jogo, pode fazer o mesmo que o governo faz: não dizer a verdade, enganando o pesquisador e o mandante da pesquisa, onde pode trazer embutido má avaliação para um governo com rejeição. Um exemplo disso é como foi conduzida a greve do funcionalismo público. O governo pode entender que foi “vitorioso”, mas não é esse o sentimento compartilhado pela categoria que promoveu a greve.

   Se o governo anterior perdeu as eleições, certamente contou com a rejeição deste mesmo funcionalismo que hoje se ressente do acordo feito entre a categoria e o governo atual, e que certamente deve dar o “troco” nas próximas eleições. Fizeram isso com o PT em 2012, e devem fazer o mesmo com o PV, ou com o candidato que o governo vier a apoiar em 2016.

   Mas não só é o funcionalismo público... a população se mostra insatisfeita, e no governo pode ser incluído politicamente a base aliada. Se a rejeição não for revertida, tende a ser um fator determinante em 2016. Inclusive porque a esse eleitorado que rejeita deve se somar uma nova esperança, já que os eleitos não promovem a mudança desejada e prometida, fazendo de conta que sabem o que estão fazendo, mas que todos não veem como é dito por eles.

  O desafio que se impõe ao atual governo, portanto, é tentar inverter essa tendência da negação ou, numa manobra radical e arriscada, por exemplo mudar no time titular os que não estão mostrando competência, e entender também que política não se faz com favores, mas com resultados práticos e transparentes, sem inverdades sendo ditas a todo instante e, principalmente, sem o argumento insistentemente repetido da divida herdada. Se a divida existe, e existe, assumir e explicar como está sendo revertida é o que a Comunicação deveria estar fazendo, descendo do pedestal da fantasia onde se colocaram, por falta de não saber o que deve ser feito ou fingir que sabe o que está fazendo.

   Do lado dos vereadores, o problema é que se a rejeição não for individual a cada um deles, pode contaminar os que podem ser sérios, ou seja: os que até o momento não se sabe exatamente quem são, se é que tem algum segundo a opinião pública. Não se viu na prática nenhum dos eleitos pelo povo trabalhando de fato, do lado do povo como os eleitores esperam que trabalhem. Os comentários é que estão preocupados demais com suas ambições pessoais, e com o poder que desejam manter sem se importar com o que pensa o eleitorado.

   De qualquer forma, a opinião pública não é mal informada ou boba como os políticos acham que é, e nem os eleitores “ignorantes” a ponto de continuarem acreditando neles... 2016 chega logo e vai ter mudanças se os eleitos não fizerem nada e, talvez, mesmo fazendo não consigam se reeleger... a grande maioria dos eleitores os tem como não confiáveis, acreditem ou não...

 

 

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