368 - E AGORA, SEM EDUARDO CAMPOS ?

14/08/2014 08:56

    Baseado no texto de Josias de Souza

    Fonte: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/08/13/morte-de-eduardo-campos-embaralha-sucessao/

   Logo que passar a perplexidade provocada pela morte prematura de Eduardo Campos, o PSB terá de se reposicionar na cena eleitoral. Pela lei, a coligação liderada pelo partido dispõe de 10 dias para substituir o candidato. A opção mais óbvia chama-se Marina Silva. Se ela for a escolhida, a sucessão presidencial tende a ficar embaralhada. E mais imprevisível.

   Até aqui, esboçava-se uma disputa com grande probabilidade de repetir últimas sucessões presidenciais, desde 1994, uma gincana entre petistas e tucanos. Campos (8% no último Datafolha) lutava para furar o que chamava de “falsa polarização” entre Dilma Rousseff (36%) e Aécio Neves (20%). Apostava que sua parceria com Marina faria dele um candidato competitivo.

   Hospedada no PSB desde que o TSE se negou a expedir a certidão de nascimento da sua Rede, Marina sempre foi uma coadjuvante com cara de protagonista —uma vice mais conhecida que o titular, com 20 milhões de votos na biografia. Se a tragédia guindar Marina à cabeça da chapa, ela tem potencial para entrar na disputa do tamanho de Aécio Neves. Ou maior.

   Numa pesquisa divulgada em abril, quando o nome de Campos era substituído pelo de sua vice, chegava-se ao seguinte resultado: Dilma somava 39% das intenções de voto. Marina somava 27%. Aécio, 16%.

   Sem comoção, Marina já era uma ameaça aos rivais. Se migrar do luto para a candidatura presidencial, Dilma e Aécio terão de remodelar suas estratégias. Resta agora saber:

   1) se PSB e Rede, às turras, conseguirão se entender; e

   2) se Marina, personagem tão imprevisível quanto as urnas, aceitará substituir Campos.

   E aqui em Várzea Paulista ? O que tem a ver ? Bom, segundo se estima a política local aparentemente entrou em um impasse, pois se desenha um cenário de disputa onde:

  - o governo não tem intimidade com o PT, 

  - o PV não é bem visto por Marina Silva após eleições 2010 e 

  - o PSDB passa a ser uma opção a ser bem pensada por contar com o vice do PSB na chapa oficial ao governo do estado.  

   Pode ser que exista um “namoro de bastidores” entre PV e PSDB/PSB, o que será útil se o PSDB vencer as eleições 2014 para o governo do estado, e parece que irá vencer, mas a vida do governo municipal continuará complicada se Aécio Neves não vencer. Talvez até mais complicado do que já é hoje quanto à verbas federais, e que pode ser ainda pior se Alckmin não vencer.

  Até que se resolva como vai ficar a questão entre PSB e Marina Silva, corações deverão estar em descompasso provisório... mas, política é política e no fim das contas tudo DEPENDE de como serão as “conversas” !

  Por enquanto são só especulações...

 

 

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