379 - OS MAIS DE 20 DIAS DA “ONDA” DA MARINA SILVA

08/09/2014 09:27

   Baseado nas noticias e opiniões especializadas da midia em geral, semana de 01 a 07/09

   O prazo para se cumprir a previsão de Aécio Neves de que a “onda” Marina Silva seria passageira, de apenas 20 dias, vencido dia 03/09, não aconteceu e se agravou com a sequência das perdas de intenções de votos nele, inclusive em MG, seu próprio estado. Nestes 25 dias, desde que Marina entrou na disputa, o segundo turno é dado como definido e praticamente inevitável a decisão entre PT e PSB.

   A estimativa de uma derrota na eleição presidencial está no radar do PT há algum tempo e, mesmo com as denúncias da delação premiada da Petrobrás, que não se sabe ainda até que ponto serão vantajosamente usadas pelo candidato do PSDB, sabe-se que o PT já havia abandonado a esperança de vencer no primeiro turno, desde que as taxas de rejeição e aprovação à presidente Dilma Rousseff se encontraram..

   Com a primeira pesquisa, a segunda, a terceira e outras, as análises precisaram ser revistas. A derrota de Dilma já não se desenha mais como uma hipótese remota. Enquadra-se agora na expectativa de uma possibilidade concreta.

   Os especialistas em interpretações de pesquisas passaram a dizer que, mantida a tendência e salvo o imponderável, a candidata do PSB se elegeria presidente em segundo turno, se permanecer os números atuais, que devem permanecer.

   Visto de cima, o panorama não poderia ser pior para o PSDB, que deve ficar fora da disputa do segundo turno e pode até se fragilizar como partido, perdendo o que não tem. Contabilizaria mais uma derrota eleitoral. Péssimo para seus projetos político-partidários? Sem dúvida alguma.

    Mas o dano maior mesmo seria para quem corre o risco de perder o que tem. O PT está mais perto de perder o poder do que nunca esteve antes nos últimos anos. E por poder entenda-se não apenas o federal. Nos dez maiores colégios eleitorais suas chances ainda são para governador em Minas Gerais, São Paulo, Rio, Paraná e Bahia. Nesse quadro, a perda do poder central seria especialmente desastrosa, pois enfraqueceria a legenda também no Congresso, reduzindo seu poder de fogo como força de oposição.
  Por essas e várias outras questões relativas ao acomodamento dos companheiros (petistas ou aliados), a inquietação toma conta dos que se vêem ameaçados de voltar à condição de 12 anos atrás.

 A máquina do governo está sendo mobilizada para trabalhar na campanha. Convoca-se o conselho político, reúnem-se assessores de segundo escalão de ministérios e empresas estatais para serem despachados a encontros e debates com o objetivo de defender o governo. Ou seja, terror e pânico. O clima deve chegar ao horário eleitoral. A presidente mantém artificialmente a fleuma. A inimiga real é Marina e contra ela é que está sendo feita a convocação geral para pôr em prática o uso do "diabo a quatro" anunciado pela presidente para ganhar as eleições, na tentativa de impedir que seja interrompida não a implantação de um projeto de País, mas sim a execução de um plano de ocupação hegemônica de todos os instrumentos de poder.

   Diante do perigo, não há dúvida: haverá de se fazer mesmo o “diabo a quatro”. Portanto, aparentemente, por mais que se esforcem os que não querem que Marina vença as eleições para presidente, ela ser eleita está a cada dia mais consistente, admitido e irreversível...

   Repetindo: os que lutam para chegar e/ou permanecer no poder parecem não admitir desde jun/2013 que O POVO QUER MUDANÇA... 

   Bom, com a turbulência toda na “guerra” eleitoral para se estar no poder, entre mortos e feridos salvam-se os “espertos” que sabem se posicionar nem a favor e nem contra quem tiver que vencer as eleições presidenciais... Só observar...

 

 

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