387 - MUNIÇÃO AVARIADA (do PT)

18/09/2014 17:20

        Artigo de Dora Kramer

       Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

   Reproduzimos o artigo abaixo, de Dora Kramer que, por sua objetividade, lança mais luz na compreensão do que acontece hoje na campanha eleitoral para presidente da República, levando em conta que o Estadão é pró Aécio Neves... 

   Descontada a brisa de esperança que os quatro pontos a mais devem ter produzido na campanha do tucano Aécio Neves, em termos numéricos a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo não trouxe grandes novidades.

   Mas se considerarmos o panorama do ponto de vista do objetivo da louca ofensiva da campanha da presidente Dilma Rousseff sobre a candidata do PSB, Marina Silva, é de se notar algo inesperado: a ausência de resultado da artilharia pesada.

   Marina não disparou na subida, mas tampouco despencou como o PT pretendia. A presidente oscilou três pontos a menos no primeiro turno, a ex-senadora apenas um e ficaram as duas no patamar de 36% a 30%.

   Para quem iria tirar a comida da mesa dos brasileiros, acabar com programas sociais e, de quebra, vender a Petrobrás em contraponto com a presidente de um partido cujo governo representa a salvação do Brasil, convenhamos, o saldo não é favorável à atacante.

   Ainda mais se consideradas suas condições desproporcionalmente vantajosas. Se postas na balança - a começar pelo tempo de televisão cinco vezes maior -, o lado mais fraco saiu ganhando. Ao menos por enquanto. No segundo turno, permanece o empate (43% para Marina, 40% para Dilma) quando a ideia, a julgar pela força do ataque, seria provocar um abalo ao menos significativo.

   O que terá acontecido são hipóteses a serem examinadas pelos especialistas. O PT pode ter exagerado na dose e Marina aproveitado bem a posição da atacada. E a subida de Aécio, com redução de 15 para sete pontos da distância entre ele e Dilma no segundo turno? Tudo indica uma retomada do eleitor que vê nele a possibilidade de derrotar o PT.

   Seja como for, confirmado esse movimento do cenário, a campanha da reeleição precisará no mínimo de fazer uma pausa para meditação sobre a eficácia do método da demolição.

Enquanto isso são reavaliadas as estratégias de cada candidato...

 

 

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