4 - FACEBOOK POLÍTICO

04/06/2012 12:25

4 - FACEBOOK POLÍTICO

      04.06.2012

    Pré-candidatos e políticos em reeleição se aventuram nas redes sociais para se aproximar do povo em ano eleitoral.

    Ferramenta pode servir para o bem ou pode acabar com a campanha

     Adaptação do artigo de Cadu Epifânio/ Editor de Politica/ Tribuna Independente, enviado por visitante.

     Fonte: http://www.tribunahoje.com/noticia/28956/politica/2012/06/03/facebook-politico-modismo-de-hoje.html

Quem mantém um perfil na rede social Facebook começou a perceber que ultimamente personagens bem peculiares do cenário político estão se rendendo à nova ferramenta de comunicação. Em ano eleitoral, eles, os políticos, pretensos candidatos à reeleição ou ainda aqueles que querem se aventurar em outro Poder - seja ele o Legislativo ou o Executivo - estão vendo o “Face” como uma oportunidade de se aproximar do seu eleitorado. Não se engane que essa realidade está presente apenas nas grandes cidades, até nos confins mais distantes os pré-candidatos e políticos em geral estão de olho no que está rolando na rede.

A análise de José Américo, profissional de comunicação e marketing de fama nacional, é que a inserção de políticos nas redes sociais pode dar muito certo ou ser desastroso para aqueles que não souberem o tom certo. Américo é proprietário da Imagem Comunicação e Marketing e já correu o Brasil inteiro fazendo campanhas políticas regionais, municipais e até nacionais.

Para Américo, o bom uso da rede social, seja ela o Facebook ou o Twitter, pode acarretar grandes ganhos para uma campanha política, de qualquer natureza. “O candidato ou sua assessoria, de preferência, pode utilizar como um site oficial da campanha. Hoje em dia, todo formador de opinião tem um blog e certamente ele está antenado no que está sendo publicado na conta ou perfil do político. E eles sempre repercutem isso. É um canal direto com o jovem, a sociedade que usa as redes sociais e demais interessados”, pontuou.

Porém, Zé Américo alerta para que a conta deve ser gerenciada ou por um assessor direto ou pelo bem treinado e orientado candidato. Tudo para evitar casos, como o que ocorreu no Acre, onde um senador que não tinha habilidade com as palavras, inventou de usar o Twitter e acabou redigindo uma postagem com inúmeros erros de portugês. Ele foi bombardeado nas redes sociais com frases do tipo - a mais branda:‘como pode um político, representante do povo, não saber escrever?’.

 

Se for para não usar, é melhor não ter

Para evitar desastres midiáticos e por tabela uma imagem arranhada do político ‘facebuqueiro’ ou ‘tuiteiro’, José Américo preza pela utilização de um assessor qualificado que de fato profissionalize a campanha e qualifique a mensagem que o pretenso candidato queira passar para seus eleitores.

Por exemplo, como materializou Américo, “o candidato está lá discursando num interior bem remoto, no meio da praça, tira uma foto dele com a igrejinha no fundo, ele com as pessoas em volta, monta um texto legal, contextualiza a situação e manda para o Facebook. Ele terá mais possibilidade de conquistar votos e carisma, até do próprio formador de opinião, que dissemina o fato”.

A profissionalização das campanhas se faz cada vez mais presente e apenas um assessor capacitado pode enxergar além. Outro exemplo defendido por Américo é o mercado de maillings.

“Hoje o candidato pode ter acesso, por exemplo, ao mailling completo dos associados dos beneficiários do Bolsa Família, de colégios, de segmentos como um todo”. Diante destes dados, explica o marqueteiro, mensagens, torpedos, e-mails podem ser canais de comunicação direcionados para cada público específico.

“Só para se ter ideia, 60% dos beneficiários do Bolsa Família têm aparelho celular. E logicamente cada interior tem lan houses, onde a população tem acesso à internet. Tem que saber usar bem estas ferramentas assim a possibilidade de sucesso é muito maior”, completou.

Por outro lado, caso o político não esteja apto a utilizar as redes sociais e criar uma conta nelas apenas para dizer que tem é melhor nem arriscar. Em casos assim, enfatiza Américo, “é melhor nem ter o perfil”. Deixar a conta sem atualização e sem interação com os ‘seguidores’ e ‘amigos’ é dar um tiro no pé.


 

 

 

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