4 - MAYCON DE NOBREGA COMENTA O DESGASTE POLITICO E A EXPECTATIVA DE RENOVAÇÃO NAS ELEIÇÕES 2016 DE VÁRZEA PAULISTA

15/04/2016 08:30

  Artigo de Maycon de Nóbrega

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   Com pouco mais de três anos após a vitória dos atuais representantes do executivo e legislativo municipal, eleitos democraticamente pela população varzina, são muitos os questionamentos ao redor da cidade.

  Toda a rejeição e o descontentamento da população ocorrem, principalmente, pelas inúmeras matérias publicadas pela imprensa que, infelizmente, trazem uma imagem negativa de Várzea Paulista nos meios de comunicação como:

  • O caso do Inquérito Civil aberto pelo Ministério Público que investiga o possível envolvimento de três vereadores em um suposto esquema de fraudes para transferência de terrenos;
  • A ação civil pública do Ministério Público que pede a suspensão das atividades da Casa Transitória Menino Jesus devido à falta de capacidade física para acolher as 35 crianças do local, inexistência de alvará da Vigilância Sanitária e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), ausência de projeto Político Pedagógico do Serviço de Acolhimento Institucional, além das irregularidades em relação à capacitação dos profissionais;
  • As inúmeras denúncias e reclamações pela demora no atendimento no Hospital da Cidade, além da falta de medicamentos como Dipirona, Omeprazol, entre outros;
  • A falta de aparelhos para medição de glicemia nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas quais as fitas disponíveis não eram compatíveis com os aparelhos que haviam sido distribuídos para os pacientes;
  • As inúmeras obras abandonadas por essa administração, a exemplo da UBS do Jardim América III, que foi tema de matéria na TV Tem.

  Outro descontentamento evidente refere-se às “promessinhas” dessa administração, como o viaduto da Ponte Seca, as obras do córrego Bertioga que nunca terminam, a tal Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) que até agora não saiu do papel. Nas entrevistas dadas pelo governo, o Poupatempo da Saúde, que pelo andar da carruagem foi apenas mais uma promessa de campanha do atual prefeito, o corte da merenda para os professores logo no início desse governo, o constante atraso na entrega de materiais e uniformes escolares para os alunos da rede municipal, entre outras dezenas de promessas que nunca se concretizam, como é o caso da tão falada licitação para saber qual será a “nova” empresa que será responsável pelo transporte coletivo, enquanto o valor da tarifa é abusivo, os atrasos constantes e a falta de respeito com os usuários.

  Devem ser esses os motivos pelos quais não ocorre a concretização dessa tão esperada renovação que a população anseia, devido aos desgastes dos atuais vereadores e prefeito que, definitivamente, perderam toda a credibilidade. Essa administração ficará conhecida como a mais lenta e amadora que Várzea já teve.

  Há que se ter muito cuidado nas próximas eleições para que as táticas dos “velhos” políticos não contagiem os “emergentes”, se eleitos forem. Isso levaria a população a acreditar que, mais uma vez, caíram no famoso “conto do vigário”.

  Um número considerável de eleitores varzinos é composto de pessoas humildes, mas com inteligência e amplo conhecimento dos problemas diários da cidade. São essas as pessoas que necessitam da saúde pública, de educação com qualidade, de segurança, assistência social, do acesso à cultura, ao esporte, ao lazer e de meios de transportes acessíveis, além de moradias dignas.

  Sem qualquer tipo de coerência, aqueles que tanto falavam em 2012 das práticas que eram adotadas pela administração anterior, hoje as praticam com muita tranquilidade na cidade. Prova disso é a apreciação das contas anuais do governo Juvenal referente ao exercício de 2013 que teve parecer desfavorável à sua aprovação pelo Tribunal de Contas do Estado. No relatório apresentado, podemos também verificar diversos apontamentos de irregularidades, sendo algumas delas:

  • Extrapolação de gasto com pessoal em todos os quadrimestres de 2013 (1º Quadrimestre: 56,91%; 2º Quadrimestre: 59,00%; 3º Quadrimestre: 55,85%);
  • Demasiada demora na concretização na regularização da dívida da Prefeitura junto ao Fundo de Previdência local, acarretando atraso no pagamento dela no exercício de 2013;
  • Em afronta ao art. 96 da Lei Federal no 4.320/64, o município não realizou, no exercício de 2013, o levantamento geral de seus bens móveis e imóveis;
  • Quebra na ordem cronológica de pagamentos, em afronta ao art. 5o, caput, da Lei Federal no 8.666/93 e aos princípios constitucionais da legalidade e impessoalidade;
  • Superfaturamento com transporte escolar. Enquanto a média dos preços por quilômetro rodado no município era de R$ 43,74, a média dos preços aferida nos contratos de 16 órgãos paulistas era de R$ 4,41/km rodado, um sobrepreço de 891,83%.

  Com todos esses problemas e com a cidade abandonada, tomada pelo mato, a pergunta que mais se ouve pelos quatro cantos de Várzea Paulista é: “Será que já não é chegada a hora de mudanças e apostar em novos nomes para nos representar?” Eu, particularmente, creio que sim!

  Hoje, há um clamor generalizado do eleitorado varzino, no sentido de buscarem novos nomes. A população deve apostar como nunca na juventude, e no seu potencial construtivo, o momento é de novas atitudes, de eleger representantes que tenham responsabilidade com o dinheiro público, e que respeitem cada voto que lhes forem depositados.

  Com a internet à disposição, o eleitor só persiste nos erros se quiser. Através dela, é possível saber quem é quem. O eleitor deve buscar a biografia de cada candidato, suas propostas, seu presente e seu passado, e então, escolher novos nomes sem vícios e que, de fato, tenham propostas e condições de representar a população.

 

 

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