402 - OS PRESIDENCIAVEIS E AS NOVAS PESQUISAS

16/10/2014 09:56

  Bom, pode não parecer mas os resultados das pesquisas Datafolha e Ibope foram “surpresa”. Porque ? Porque a expectativa era de que, com o apoio declarado da Marina, Aécio fosse disparar na dianteira das intenções de voto, mas que basicamente se repetiu os mesmos índices da pesquisa anterior.  Então, o que deve ter acontecido ? Segundo um analista eleitoral comentou semana passada, o eleitorado de Marina já teria se decidido entre Dilma e Aécio antes do anuncio do apoio de Marina, já subentendido na pesquisa anterior deste 2º turno. Os votos de Marina certamente já deve ter sido direcionados tão logo foi excluída da disputa do 2º turno...

   Sobra agora aos dois candidatos a "luta sem tréguas" pelos indecisos e pelos que declararam voto nulo aos pesquisadores. Vai continuar sendo uma “guerra” do vale tudo ? Vai... já é desde o 1º turno, e neste 2º parece mesmo piorar a ponto de ser quase que “sanguinário”, principalmente da parte de Dilma que está com a faca entre os dentes, segundo uns e outros, porque o PT tem mais a perder que o PSDB, muito mais.

   Aécio aparentemente está se armando para o segundo debate com tudo o que tem, usando de todo o arsenal de que dispõe, desde já tentando definir Dilma como o “Grande Dragão Vermelho da Maldade” a ser removido do poder... Dilma também não deverá deixar por menos, tentando desconstruir o oponente de todo jeito como governante.

   Bom, é o que temos e o que vemos nos noticiários todo dia neste 2º turno, o dia todo. Isso sem contar com os insistentes militantes nas redes sociais procurando “enterrar” a credibilidade do candidato contrário ao seu.

   Enquanto isso, Dora Kramer escreveu hoje no seu Blog no Estadão:  

   “Toda eleição é a mesma coisa: os acertos das pesquisas são esquecidos e seus desacertos superdimensionados. O problema não está na amostragem das tendências - todas captadas nesta eleição particularmente imprevisível -, mas na expectativa de que elas adivinhem o resultado das urnas.

   Por mais que se diga que refletem um momento, as pessoas insistem em vê-las como bolas de cristal e desconsideram os demais fatores. O principal deles, as decisões de última hora. Depois de encerrada a propaganda eleitoral, o período de pesquisas e os debates, sobram ainda ao menos 24 horas para as pessoas refletirem e conversarem a respeito de tudo o que se passou na campanha.

   A continha de dois pontos para lá três pontos para cá não para em pé diante das condições objetivas e subjetivas da política. Essas é que compõem o cenário que levará ao resultado. Mas é sempre assim, na próxima eleição começa tudo de novo”.

 

 

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