405 - A "LUTA" PELA PRESIDÊNCIA NOS DIAS FINAIS

22/10/2014 10:34

   Enquanto as pesquisas mostram “empate técnico” entre Aécio e Dilma, cada qual torcendo e fazendo de tudo para que o outro perca a eleição, a disputa segue em clima de “cartada final”. Chega a ser folclórica, pois o que cada lado está fazendo para se eleger parece história para assustar crianças desobedientes: "ou você se comporta ou vou chamar um político adversário para desconstruir voce..."

   Do lado o PT a crença de ter virado o jogo a favor é o que mantém a esperança acesa, do lado do PSDB a esperança se mantém viva no sonho de voltar ao poder. Temos pela frente mais 3 dias de campanha (hoje, amanhã e sexta), para convencer os indecisos a dar seu voto.

   Sábado é o dia de ansiedade preliminar, de sofrimento pelo êxodo da travessia da campanha eleitoral onde o eleitor indeciso parece ter sido considerado pelos candidatos apenas como o doador do voto.

   O PT, dizem nas redes sociais, tem uma “bomba” contra Aécio a ser divulgada na sexta-feira, último dia da campanha, de forma que ele não tenha como se defender. Isso lembra o que o PV fez aqui em Várzea Paulista em 2008 contra o PT, e que resultou em nada perdendo a eleição. Já o PSDB parece apostar como ultimo e decisivo recurso o debate final na sexta-feira na TV Globo, onde Aécio pode, talvez, dar um xeque-mate em Dilma. Ou com alguma carta na manga bem escondida.

   Quanto aos militantes, o mais incisivo, determinado e agressivo é para ser o ex-presidente Lula, que tem subido nos palanques para defender o PT contra o malvado “dragão azul/amarelo” que tenta retomar o poder que o partido detém há 12 anos. Já o ex-presidente FHC, do alto de sua sabedoria, parece ter escolhido se manter distante do “tiroteio”, mesmo porque deve saber que isso não é política, e não contribui com o eleitor ficar  trocando acusações para desconstruir o malvado “dragão vermelho”. Isso é coisa que só o eleitor pode fazer.

   Mas a “luta” continua, de ambos os lados, e só acaba depois que for divulgado o resultado final da eleição presidencial. Enquanto isso não acontece, todo o esforço é empregado até o encerramento da votação. Vencer é o que interessa, e o eleitor fica na posição de protagonista secundário, apenas com direito a um voto no dia em que ele é mais importante... para ele mesmo.

 

 

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