43 - BASTIDORES DA CAMPANHA & A HISTÓRIA DO CAPIM

31/08/2012 09:58

        Obs.: Nem tudo é como parece ser...

    A campanha política de Várzea Paulista está entrando na fase final e, consequente e inevitavelmente, a disputa fica a cada dia mais acirrada, e isso significa que o vale-tudo na arena do salve-se quem puder sente o peso da boataria, que não perdoa nada nem ninguem em campanha eleitoral. Toda a estratégia cuidadosamente planejada, ou não, pode se mostrar frágil se ações de correção não forem eficientemente aplicadas a tempo. Um exemplo disso se repete em São Paulo: o candidato José Serra era o favorito inconteste na opinião pública no inicio desta campanha 2012 para prefeito da capital, as pesquisas mostravam que ele seria eleito tranquilamente e, de novo, com toda a vantagem inicial, ele já perdeu a liderança para o mais improvável candidato concorrente com chances de vencer, o Celso Russomano. A Sindrome do "já ganhou" parece não descolar dele, e pode virar marca registrada definitiva. Uma avaliação, superficial e à distância, do que pode estar se passando na campanha do Serra, deve muito bem indicar uma suposta incompetencia, falta de união e consenso na equipe, ciúmes internos virulentos e disputas por influência desmedidas no controle da campanha, na liderança autoritária e centralizadora do candidato, etc., ou seja, tudo o que contribui decisivamente para se perder uma eleição de forma irremediável. Então, a militância parte para o "ataque vale-tudo" na tentativa de conter o avanço do adversário e recuperar os votos que escaparam das mãos. 

   Parece que aqui em Várzea Paulista também temos algo parecido ?

   Parece e, tal qual acolá, isso alimenta a "central de boataria" que funciona a todo vapor e com uma rapidez incontrolável. A cada dia um "fato novo" é lançado nas redes sociais e espalhados de boca-a-boca, misturados à enchente de denúncias as mais diversas. Vejamos alguns exemplos:

   - Hulk renunciou a vice

   - PSDB vai trocar de vice

   - Clemente está com cancer

   - Clemente não vai assumir se vencer

   - Jr. Aprillanti vai renunciar à disputa e apoiar o Clemente

   - e uns tantos outros...

   Um dos mais insistente e comentado é a história do capim atribuído ao candidato do PSDB.

   O Blog foi procurar saber como isso começou e se existe mesmo um fundo de verdade nesta história. Encontramos várias versões e nenhuma delas convence um ouvinte esclarecido, duas delas parecia ter alguma força de convencimento mas como não existe testemunha que possa comprovar a história, trata-se de boato, lenda e/ou folclore político. Depois de várias pesquisas e direções encontramos o Sr. Celestino Castroviejo que nos deu o fio da meada de toda a história. O Sr. Celestino é um personagem vivo da história de Várzea Paulista, já foi vice-prefeito de Hélio Hércules e já estava dentro da política da cidade bem antes disso. Na época que esta história surgiu ele era escriturário na tributação da prefeitura, viu como tudo aconteceu e nos conta como foi:

   Em 1968 houve uma disputa para prefeito muito intensa e acirrada.

   De um lado Armando Dias, pessoa simples e com muita identidade e facilidade em lidar com o povo, trabalhava na Central de Tráfego da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, era o presidente da Camâra Municipal e homem de confiança do então prefeito João Aprillanti que o indicou para concorrer a sucessão pela situação.

   Do outro lado estava o Dr. Claudio de Azevedo Soares, conhecido como Dr. Cláudio da Granja Castanheira, pessoa muita culta e bem de vida, viajava muito ao exterior, mas que não tinha habilidade política para tratar com o povo e seus discursos eram complexos para o povo simples da cidade.

   A disputa foi como uma espécie de "tostão contra o milhão", e Armando Dias usou como slogan de campanha a frase "candidato pé-de-chinelo". Foi uma concorrência dura, Armando Dias lutou muito com os recursos que tinha, enquanto o Dr. Cláudio da Granja dispunha de recursos e pessoas que cuidavam da campanha. Enfim, o "candidato pé de chinelo" Armando Dias venceu as eleições, tomou posse e se "vingou" de tudo o que passou de contrariedades, mazelas e dificuldades impostas pelo adversário durante a campanha. E como ele fez isso ? Mandou um caminhão com maços de capim para serem jogados nas casas dos partidários do Dr. Cláudio da Granja, dizendo: "agora voces vão comer capim".

 
 
 

 

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