436 - V.PTA.: PESQUISAS, REJEIÇÃO E GOVERNO

11/02/2015 09:19

   A confirmação de que a popularidade do atual prefeito é extremamente baixa, com índice de rejeição acima de 50 e aceitação do seu governo do mesmo jeito, para alegria dos que estão interessados em ocupar o lugar dele em 2016, os bastidores já entendem que a confiabilidade do governo municipal tem repercussão negativa na opinião pública. Ora, e agora ?

   Se estes índices demonstram a distância entre o prefeito e os eleitores que o colocaram no poder, considerando o que a população pensa e/ou o que se passa no governo municipal, principalmente no que não faz, então alguma coisa está errada neste “reino” muito, muito distante dos eleitores.

   Algum ato de governo pegou mal? Ou porque o governo AINDA não faz acontecer algo de prático para a população, como exemplo resolver a falta de medicamentos nas farmácias das UBS ? Lembrando que o atual prefeito garantiu que “ia acabar com a falta de medicamento em seu governo”, mas que se agravou nestes 2 primeiros anos de mandato...

   Na avaliação dos bastidores do governo e da opinião pública, os eleitores não estão gostando de constatar que prefeito NÃO ESTÁ CUMPRINDO as promessas da campanha eleitoral. Não mesmo...

   Ora, a pesquisa explicitou em números uma realidade que os fatos estavam mostrando por si todos os dias. Ou alguém no governo poderia esperar algo de diferente ?

   Ou, por outro lado, o que hoje acontece na cidade seria imposto cruelmente ao município  caso o eleitorado tivesse optado por escolher um de seus adversários em 2012? Qualquer um seria o culpado pelo grave descontentamento de hoje ? Ele, o atual prefeito Juvenal, era para ser o caminho desejado e escolhido das soluções prometidas na campanha.

   A sensação de um governo faz-de-conta já contraria até o discurso do dia da posse, mas o "diálogo" também prometido ter com o povo nunca aconteceu, e todos sabem que não conversou uma vez sequer com os reivindicantes de moradia e nem com os grevistas, optando por enviar representantes que não decidiam e a manter o insistente argumento, repetido por todos da equipe executiva, equipe essa firmemente “colada” no governo: “não tem dinheiro”.

   Se o eleitor acreditar que o prefeito e seu grupo fechado de conselheiros e assessores foram realmente pegos de surpresa com o efeito dessa conjunção de inépcias, nem todas conhecidas, mas a maioria de conhecimento geral, é para se concluir pela gravidade da situação de distanciamento do núcleo governante como os eleitores. E isso inclui também os vereadores eleitos...

   Não há “ninguém” no departamento de comunicação governamental para fazer um acompanhamento permanente de pesquisas e opinião pública desde inicio do mandato? Ou não sabem bem o que fazer e/ou avaliar o sentimento público ? Estão fantasiando que está tudo sob controle ?

   A julgar pela reação improvisada e repetitiva do anúncio de obras “em andamento", isso é visto como se a agenda negativa não fosse fruto do choque de ações do governo com a agenda ilusória de promessas de campanha. Nesse caso pode-se entender que há um apagão de sensatez no governo municipal, ou um surto de ingênua credulidade no poder eterno do ilusionismo, e ainda a ausência de noção de limite.

   Para conquistar e estar no poder, o marqueteiro eleitoral extrapolou, exagerou, fez tudo o que era permitido e não permitido, usando até da mentira política como arma de convencimento, e ganhou a eleição. Entregou a mercadoria. E o eleitor está vendo quem colocou no poder: todos eles, prefeito e vereadores, mas, segundo a opinão pública sabe, a equipe executiva foi indicada pelo atual prefeito para cumprir acordos de campanha, e o povo paga a conta toda...

 

 

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