44 - ÊRROS POLÍTICOS E CAMPANHA

01/09/2012 10:01

   Esta campanha política 2012 reflete uma situação comum na nossa cidade, o medo dos políticos em assumir os erros. Quem assiste aos programas políticos pode perceber que os políticos simplesmente não erram. Eles são perfeitos. Nunca ouve um político dizer "eu errei", e este é o maior erro que podem cometer.  Entretanto, nos comícios na cidade, já se ouviu o candidato do PSDB afirmar que errou sim porque é humano como qualquer um de nós, e tem assumido que cometeu erros enquanto prefeito.  

    Praticamente todos os políticos já cometeram erros, afinal são seres humanos, ou seja passíveis de erros, mas, quando o político é bom ele tenta consertar o que fez de errado, só que também existem aqueles que fazem coisas erradas o tempo todo, mas não assume de forma alguma, nem para a imprensa, nem para a sociedade, pois, eles fazem isso por que acham que fizeram o certo.
  
De modo geral, os políticos não gostam de dizer a verdade. Será que uma campanha não ficaria muito mais digna e real se fosse feita uma análise geral do candidato, apontando erros e acertos de cada um e explicando para a população os motivos dos erros e como serão resolvidos ? Será que é tão grave assim assumir um erro, e propor uma nova alternativa para que estes erros não ocorram mais ?

   Um simples escorregão do candidato numa questão sem importância pode se transformar em alvo dos adversários, e todos os seus acertos em anos de vida pública são esquecidos. Exatamente por isso ninguém assume seus erros, pois os adversários crucifica rapidamente uma pessoa por menor que seja a atitude. Imaginemos o que seria de um candidato que fosse para a televisão e o rádio dizer que errou. Seria apedrejado pelos adversários, rotulando-o de incompetente e fazendo a população acreditar que todos aqueles erros vão se repetir caso seja eleito.

   Assumir os próprios erros é uma atitude muito própria de cada um. Muitas das causas se encaixam em duas situações:

   - a primeira é que muitas pessoas necessitam de um incontrolável sentimento de afirmação perante a sociedade. Não estar bem aos olhos dos demais indivíduos provoca mal estar e preocupação.

   - a segunda é a necessidade de recompensa e sucesso pelos seus atos. Infelizmente esta não é a forma ideal de lidar com produção, criação e gerenciamento da imagem. É preciso pensar nos problemas de maneira a encontrar as melhores idéias e soluções e não o que irá gerar a maior recompensa.

   Na campanha política, há situações em que se torna indispensável não somente reconhecer um erro, mas dar uma demonstração pública de arrependimento. É uma circunstância limite. Políticos odeiam reconhecer erros e reagem, com uma revolta quase indignada, à sugestão de admitir uma falha publicamente. Para eles, tal comportamento é uma evidência de fraqueza, uma prova de inconsistência, um abalo em sua credibilidade. Tudo que confirme, com suas próprias palavras e ações, as acusações que o adversário lhe fez. É inegável que este argumento é verdadeiro e que sobram razões para que o político tente evitar a todo custo uma situação constrangedora assim. Por isso, em “condições normais”, ele busca outras saídas para contornar a situação: reinterpreta o que disse, muda de assunto, provoca ações diversionistas, e parte para o ataque ao adversário.

   Portanto, o candidato deve ficar atento para não cometer erros durante a campanha eleitoral. São muitas leis fiscalizadoras que precisam ser cumpridas. Caso a Justiça Eleitoral seja acionada, o eleito pode perder o cargo antes de conquistá-lo.

   Fora os erros jurídicos, há vários equívocos que um candidato pode cometer em campanha, como a má distribuição de gastos. Marketing político é bom senso, é saber interpretar as situações e controlá-las ao máximo.

   A idéia de uma campanha eleitoral é fazer o maior número de acertos possível. O vencedor será o candidato que menos erros cometer durante a campanha. Para diminuir a possibilidade de erro é importante estar aliado a uma assessoria de campanha com profissionais realmente competentes e experientes.

    Principais Erros Eleitorais na campanha

1- Falta de um diagnóstico claro ou uma avaliação superficial do cenário político, redutos eleitorais e perfil dos candidatos;

2- Declarações públicas desnecessárias e infundadas capazes de provocar polêmicas negativas ou agredir algum segmento eleitoral;

3- Conhecimento superficial do público alvo com seus anseios, dúvidas e preferências;

4- Estratégias frágeis e de pouca visibilidade para se distinguir e se destacar dos concorrentes;

5- Proposta e discurso político sem clareza e objetividade;

6- Deixar de levar em conta os aspectos históricos, culturais e a realidade regional da cidade e do povo onde a campanha é veiculada;

7- Demorar e/ou não responder a altura ataques e denúncias veiculadas na mídia e nos programas eleitorais;

8- Menosprezar a capacidade dos candidatos concorrentes e insistir no “já ganhei”, pois um pequeno deslize, no “apagar das luzes”, pode destruir todo o esforço da campanha, e se isso acontecer é porque foi mal planejada e comandada;

9- Deixar de trabalhar com profissionais experientes e com capacidade e conhecimento para construir, reverter e mudar a opinião pública.

10 – Mentir ou incentivar boatos para desacreditar o adversário quando a campanha não vai bem, isso não é boa política e geralmente volta contra o candidato.

 

 

 

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