482 - QUANDO NÃO SE FAZ PESQUISA PRÓPRIA, COMO TRABALHAR COM INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS?

11/07/2015 09:05

     Baseado em artigo de Francisco Ferraz

   Muitas vezes o pré-candidato não quer dispor de recursos para realizar uma pesquisa, e com ela montar uma estratégia eficiente na pré-campanha. Isto não significa que se deve abandonar a busca pela informação confiável. Muito ao contrário. Nessas situações o esforço para confirmar as informações necessárias para subsidiar uma decisão deve ser ainda maior.

   O que fazer com as informações que chegam ?:

   - avaliação da coerência da informação que se tem com outras comentadas ou divulgadas;

   - conversas com lideres e formadores de opinião; 

   - avaliação dos resultados de outras pesquisas,

    A interpretação das informações e da sua importância, podem reduzir significativamente a margem de incerteza quanto a si próprio.

   Informação confiável, portanto, não se limita apenas àquelas produzidas por pesquisas. Refere-se também a toda informação que circula na pré-campanha, que é objeto de discussão nas reuniões, e que é julgada suficientemente importante para contribuir ou influir nas decisões.

   Em política, fatos ou informações sobre fatos (ocorridos ou por ocorrer) que não se revelam como auto-explicáveis devem sempre ser analisados pela ótica dos seus resultados e não da intenção que se lhe atribui.

   A pergunta clássica que deve ser respondida é: A quem interessa? Quem se beneficia ?

   Na maioria destes casos a identificação do beneficiado vai esclarecer as razões do fato.

   Não há desculpa, então, para trabalhar com informações pouco ou não confiáveis. É uma das muitas rotas que levam ao insucesso.

   A busca da informação confiável, portanto, deve tornar-se um hábito e uma regra compartilhada por toda equipe, inclusive pelo pré-candidato. Ela está ao alcance de qualquer campanha (pobre ou rica), e dela decorrem alguns enunciados:

   - Quando a informação existe e está disponível, não há desculpa para não considerá-la;

   - Quem apresenta informações deve deixar explicitado o grau de confiabilidade delas (muita, razoável, pouca, nenhuma);

   - O pré-candidato tem que saber combinar confiabilidade e tempo. De nada adianta buscar uma confiabilidade que demore tanto para ser obtida que faça com que se perca o momento de usá-la.

   Nestes casos, é melhor decidir com base em informações razoavelmente seguras, ou até precárias, para não perder o momento e a oportunidade;

   Há decisões que, por sua importância e premência de tempo, precisam ser tomadas com poucas informações confiáveis ou com informações contraditórias.

   O pré-candidato, nestes casos, não deve hesitar. Deve tomar as decisões necessárias, fazendo uso do seu melhor julgamento, e correndo os inevitáveis riscos. É aconselhável porém que prepare, por antecipação, uma alternativa de correção, para o caso de erro.

   Um dos erros que muitos cometem é confiar nas pesquisas de opinião pública dos concorrentes, e não se dispor a fazer uma própria. Isso o coloca nas mãos dos adversários que podem estar manipulando os dados para desestabilizar a concorrência.

 

 

 

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