5 ERROS COMUNS QUE POLÍTICOS COMETEM NAS REDES SOCIAIS

19/07/2016 09:54

  Baseado no texto de Eduardo Lyvio

  Fonte: http://www.gerenciamentopolitico.com.br/eleicoes-erros-redes-sociais/ 

  Vejamos os erros mais comuns que políticos e candidatos cometem nas redes sociais durante a pré-campanha e nas eleições. Com a crescente adesão dos eleitores às mídias sociais – vide os cerca de 88 milhões de brasileiros presentes no Facebook, por exemplo – a entrada de políticos e candidatos nesses meios tornou-se recorrente. E, por ser uma área relativamente nova, a maioria deles cai em erros comuns. Vamos ver os cinco principais:

  Erro nº 1: Santinhos virtuais

  Uma prática comum adotada durante a campanha é a digitalização dos “santinhos”, já bem estabelecidos no mundo offline. Como resultado, vemos usuários incomodados com o turbilhão desse tipo de conteúdo em sua timeline e, consequentemente, cancelando assinaturas ou dando unfollows. Quem interage com este tipo de conteúdo são apenas militantes, profissionais da própria campanha ou usuários muito engajados.

  O que fazer? Poste conteúdos que se aproximem dos eleitores, humanize sua campanha, mostre como você pode mudar a realidade de cada pessoa. Ao invés de pedir votos, venda ideias. Mostre para o seu público-alvo que você compartilha das mesmas mazelas do que ele e, além disso, tem soluções para elas. Uma boa estratégia é buscar blogs que tratam de assuntos de sua campanha e interagir com as postagens.

  Erro nº 2: Não ter uma estratégia de relacionamento

  Duas atitudes são muito comuns: deixar um usuário falando sozinho e não saber lidar com críticas reclamações. Resultado: crises e mais crises.

  O que fazer? Ao se relacionar com um candidato em uma mídia social, o usuário assume uma postura: troll, militante, agressiva, questionadora, entre outras. Esses perfis comportamentais são chamados de “atores”. Para cada perfil, a equipe de campanha deve ter uma estratégia de relacionamento, seja para prevenir/controlar uma crise ou dar mais voz a algum usuário.

  Erro nº 3: Levar em conta apenas números de vaidade

  “Números de vaidade” são aqueles que só servem para deixar o relatório de mídias sociais mais bonito e mexer com o ego do candidato. Por exemplo, já vi o número de seguidores no Twitter de um político crescer mais de 50% em menos de 24h. Mas, após fazermos uma investigação, descobrimos que ele havia usado uma ferramenta para a compra de seguidores.

  O que fazer? Não pense apenas na quantidade, mas, sim, na qualidade dos seus fãs ou seguidores. Você está atingindo seu público-alvo? Eles interagem com você? Você consegue vender suas ideias para esse público?

  Erro nº 4: Não prever cenários

Poucos candidatos fazem o monitoramento de seus nomes e de assuntos estratégicos em mídias sociais. Desta forma, não conseguem antecipar crises nem prever cenários.

  O que fazer? O ideal é ter analistas monitorando as mídias sociais, classificando o que está sendo dito e separando por assunto. Com esses dados em mãos, a assessoria de comunicação pode pautar seu conteúdo de forma mais específica e prever crises.

  Erro nº 5: Confiar suas redes sociais em pessoas de outras áreas

Um erro muito comum praticado pelos candidatos é deixar seus perfis em redes sociais nas mãos de pessoas leigas, seja por algum interesse político ou por pura ingenuidade.

  O que fazer? Analistas de mídias sociais são, normalmente, comunicólogos (jornalistas, publicitários ou relações públicas). É muito importante ter profissionais capacitados, já que eles estarão lidando com a sua imagem.

 

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