523 - V.PTA.: PIOR PARA O GOVERNO MUNICIPAL, PIOR PARA TODOS OS MUNÍCIPES E ELEITORES?

08/10/2015 08:51

   O executivo municipal aqui de Várzea Paulista, tentando administrar o governo praticamente sob as densas nuvens escuras da falta de dinheiro para pagar as contas, hoje com atraso “normal” de mais de 60 dias, e com sérias dificuldades para juntar as moedas para os salários deste próximo fim de mês, com horas extras e tudo o mais, sofre também com a falta de dinheiro para refazer a confiança da população diante da dificuldade de atender os direitos básicos e adquiridos na saúde, na assistência social e, principalmente, na infraestrutura que tem deixado muito a desejar, etc., vem de proclamar resultados de governo que parecem aos eleitores como o sonho da necessidade de mostrar que está fazendo um governo realizador. Mas não é bem assim...

   Ao dizer estar valorizando os servidores públicos municipais, mantém o discurso desde que assumiu que não faz muito porque não tem dinheiro na prefeitura, etc., se esquecendo da inteligência de nossa gente e do acesso à informação nas redes sociais e da opinião pública nas conversas sociais.

 “Estamos fazendo o viaduto no bairro Ponte seca, estamos fazendo as obras do córrego Bertioga, estamos fazendo a UPA, estamos fazendo a Escola do Jd. Itália, e outras obras de interesse social e municipal”, são algumas das proclamações que insistentemente vem fazendo nos discursos para garantir sua reeleição. Chegou a lançar o projeto do Poupatempo Saúde, que deve ser retomado assim que a UPA for inaugurada. As obras do córrego Bertioga estão em andamento mas não deverá ficar pronta para evitar enchentes antes do término do mandato, entretanto a avenida projetada ao lado do córrego, do MacDonald em direção ao bairro, que está possivelmente no projeto paralelo ao do córrego, deverá ser concluída durante o mandato. Do viaduto da Ponte Seca não se sabe se fica pronto neste mandato, e hoje o andar da obra parece indicar que não vai ficar, assim como a escola do Jd. Itália.  

    As dificuldades financeiras não decorre apenas da “herança maldita” deixada pelo governo anterior, que colocou este governo no purgatório municipal, mas também da contratação de cargos comissionados e nomeações que não preenchem currículo técnico no grupo executivo, secretarias e assessorias, mas apenas para cumprir acordos políticos. Além da contratação de pessoal, entram no cálculo os medicamentos de alto custo, os serviços prestados pelas clínicas e laboratórios conveniados, o transporte escolar contratado, etc.. Não se pode deixar de oferecer consultas, exames e atendimento médico, bem como transporte básico à população para cumprir exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. O prefeito pode estar realmente com boas intenções e querendo fazer um governo sério, mas parte significativa da equipe parece estar na contramão do executivo, seja por falta de qualificação, seja por interesses pessoais antes dos interesses municipais.

   O  que o povo mais desejou ao eleger este “governo de reconstrução”, foi a mudança prometida na campanha eleitoral 2012. Mas ainda não aconteceu, e aparentemente não deve acontecer faltando pouco mais de 1 ano para terminar o mandato. Provavelmente não será porque o prefeito não se dispôs a fazer as mudanças prometidas e, claro, deve estar tentando ainda, mas tropeça nas muitas e continuas explicações pelas dificuldades que enfrenta e, principalmente, na equipe executiva . E não é só a falta de dinheiro, é também pela cultura que hoje está profundamente enraizada no corpo de servidores, nas “facilidades” e na política do toma-lá-dá-cá do governo, sem contar que pegou o governo endividado e em um cenário que sinalizava, de uma forma ou de outra, colocar o país em uma crise política, social e econômica para o povo pagar a conta dos que não honram o mandato que receberam dos eleitores. São corruptos e, ontem, na votação do TCU que reprovou as contas da presidente da Republica, isso ficou mais do que evidente no governo federal.   

  Já passou da hora do atual governo municipal parar, pensar e descobrir por que não anda como deveria, porque tem dificuldades, porque está sempre acusando um fantasma de um passado que está ficando cada vez mais distante. Após quase 3 anos de mandato, a única secretaria que fez realizações dignas de um governo de qualidade foi a de Educação. Mas, não se pode esquecer os “milagres” conseguidos pela secretaria de Finanças, e também as limitações da secretaria de Obras. Destes dois últimos, Finanças e Obras, sabe-se que não pleiteam disputar ser vice-prefeito para reeleição do atual prefeito, ou mesmo para vereador em 2016.

   Portanto, se há algo de êrros no governo municipal que ai está, o maior deles é para ser a falta de uma equipe comprometida e com qualidade técnica para se governar com acerto. Pior para o governo municipal, pior para todos os munícipes e eleitores!

 

 

Voltar