542 - QUE TAL O FIM DO POLÍTICO PROFISSIONAL?

16/01/2016 09:48

  Porque o fim do político profissional? Porque essa é uma das maiores fontes da corrupção instalada no nosso país, sobretudo entre o político e o mundo empresarial e financeiro quando formam uma aliança maligna para atuarem pensando exclusivamente nos seus interesses, em detrimento do povo. É o que estamos vendo com a “Operação Lava Jato”. Para se entender quais são esses “interesses” lembramos a frase de um influente (e desqualificado) político norte-americano: “O que os homens de negócios (oportunistas e especuladores) não compreendem é que eu opero com os votos exatamente o que eles fazem com as especulações e os lucros ilícitos”.

  Lutar pelo fim do político profissional que se perpetua nos cargos eletivos, significa lutar contra a corrupção, que tem nele uma das maiores fontes de existência. O político profissional, o que abandona sua profissão de origem para ocupar eternamente cargos eletivos, com todos os privilégios e mordomias, tem imperiosa necessidade de reeleição e essa necessidade de reeleição está para ele como a ganância desmedida está para o empresário e o banqueiro inescrupulosos e parasitários. Junta-se a fome com a vontade de comer.

  Portanto, nenhuma nação tem prosperidade enquanto governada por pessoas despreparadas ou contaminadas, que querem se perpetuar no poder apenas para manter suas regalias, mordomias e privilégios. Como exemplo, temos os casos de José Sarney, Paulo Maluf, Renan Calheiros, Fernando Collor e tantos outros, que estão na política há mais de quatro décadas.

  Desgostosos com o que vivemos, um movimento de iniciativa popular que defende a necessidade urgente de uma ampla reforma política chega a ser bem vindo, como por exemplo a página do Facebook para esse fim, e outros sites defendendo o fim da reeleição para TODOS os cargos eletivos. Só pesquisar na internet.

  Como disse Martin Luther King, "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que me preocupa é o silêncio dos bons". Nesse equívoco o eleitor não deve cair. “É preciso romper o enraizamento do político com a máquina pública corrompida que aqui se instalou desde 1822”, diz o jurista Luiz Flávio Gomes sobre as relações de representantes com o Estado.

  O eleitor espera que o político seja um excelente, honesto e honrado servidor público, mas que não se perpetue no cargo, criando raízes com o oportunismo, nepotismo, fisiologismo, clientelismo, oportunismo e a corrupção.

  Todos os mandatos deveriam ter a mesma duração e sem nenhuma possibilidade de reeleição executiva ou legislativa. Esse período é mais do que razoável para o político colocar em prática suas ideias e promessas e mostrar sua competência, seriedade e exemplo. Dessa forma, nenhum político deve abandonar sua profissão particular, e deve também estar sujeito à possibilidade de ser destituído do cargo pelo povo, sendo político incompetente ou desonesto, mesmo antes do fim do mandato.

  Os bons políticos, depois do mandato, podem até se converter em políticos internos dos partidos, mas não como “caciques” e/ou “donos”. É preciso romper o enraizamento do político com a máquina pública corrompida que se instalou no país desde 1822. Quanto mais tempo o político exerce cargo público, maior o risco de contaminação e corrupção, sobretudo com seus financiadores e apoiadores, que nunca fazem "doações", mas sim "investimentos".

  Um político ficha-suja não deveria nunca concorrer a novas eleições por um longo tempo. Faz muito mal para o Brasil a existência do político profissional que faz da política um meio de vida, reelegendo-se muitas vezes. O aprimoramento das nossas instituições passa pela proibição das reeleições continuas. O velho sistema político está morto e deslegitimado. Deve-se lutar por profundas mudanças nos costumes e tradições da política. Deve-se aprovar uma lei para limitar a possibilidade dos políticos fazerem carreiras eternas na política.

  O político profissional “naturalmente" vive do vício de dar prioridade às conveniências particulares em detrimento dos interesses de ordem pública. Assim, a ausência de verdadeiros partidos políticos não é entre os eleitores, mas na inexistência de um regime legitimamente democrático que ainda não se tem no Brasil enquanto existir políticos “profissionais”.

  Na próxima eleição municipal, que tal os eleitores remover todos os políticos que estão no poder, e que só trabalham para eles mesmos? Saindo do poder eles teriam que trabalhar para ganhar o pão de cada dia como qualquer eleitor. Portanto, agora em 2016 os eleitores terão mais outra chance de fazer a MUDANÇA que precisa acontecer, e que ainda é apenas um SONHO...

 

 

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