55 - BASTIDORES DO DEBATE DA PASTORAL FÉ E POLÍTICA

17/09/2012 07:09

  Como a Democracia, com D maiúsculo, permanece sob suspeita em Várzea Paulista, então vamos nos referir a ela em d minúsculo na esperança que algum dia seja tratada com respeito e não com leviandade, que foi o que notamos com relação ao debate. Era de se esperar ? Não, mas a Pastoral pecou na organização do evento no que tange ao local, na arrumação da mesa do debate, no controle do tempo de fala de alguns candidatos e outros pormenores. No que diz respeito aos candidatos, pode-se dizer que todos se comportaram civicamente durante todo o debate, mantendo a serenidade na maior parte do tempo mas sem deixar de se incomodar com as reações da platéia em certos momentos, a ponto da mediadora precisar interferir.

  Apesar do Blog ter recebido informações do que rolou nos bastidores antes do debate, diretamente de quem participou da reunião no Fórum, em meio a muitas contradições típicas desse período eleitoral, fomos apurar mais detalhes da reunião de pouco antes da realização.

  Em princípio, admitimos e apoiamos a medida racional da Pastoral de reagir contra a decisão da Justiça Eleitoral em dividir de forma igualitária os 2000 convites para o debate, para atender uma reivindicação do PV e do PCdoB que estabelecesse direitos iguais na participação pública do debate. Eles estavam certos ? Preferimos dizer que procuraram buscar solução a uma questão que entenderam ser reduto do PT no local. Certos ou não, a Juíza atendeu ao pedido das coligações e decretou que fossem divididos os convites em cotas de 400 para cada coligação e 400 para o publico comum.

   Oras, a Pastoral não concordou com a decisão e reagiu informando que o debate seria cancelado se a população não tivesse direito maior na participação do debate, o que entendemos como sendo justo já que os simpatizantes e militantes dos partidos são votos “garantidos” do candidato. Portanto, foi a Pastoral quem acendeu o estopim que desencadeou a reunião de emergência no Fórum com todos os representantes legais das coligações, Cartório Eleitoral e Pastoral Fé e Política, intimados pela Justiça Eleitoral para solução do impasse.

   Nas muitas fases das negociações foi abordada a questão da segurança no local, com o argumento que seria inviável o debate  considerando a presunção de possíveis ataques na cidade em represália a ação da Rota dias atrás. Quanto a isso o PV e o PCdoB sugeriram e insistiram que o debate fosse cancelado por receios de danos à população. Bom, entre todas as possibilidades que sugeriram, a melhor medida seria cancelar o debate uma vez que a Juíza não obrigava a Polícia Militar fazer a segurança do local. Então o prefeito Eduardo T. Pereira disponibilizou a Guarda Municipal para tanto.

   Depois de árduas negociações, a Justiça Eleitoral autorizou, relutantemente, a realização do debate e redefiniu a cota de convites para 250 para cada coligação e 1000 para a população em geral. Ponto de honra para a Pastoral Fé e Política que fez valer o principio democrático de dar vez a população, principalmente a que vota e não é militante, mesmo porque o debate era destinado a sociedade como um todo, e não às coligações como maioria.

   Mesmo com toda a preocupação da Pastoral, o que mais se viu no recinto do debate foi militantes ocupando a maior parte dos espaços, infelizmente ou não.

   De qualquer forma, e contrariando os pessimistas e alarmistas de plantão, nada aconteceu de grave, nem mesmo incidentes dignos de nota houve fora ou dentro do local, e todos os presentes participaram civicamente do processo, apesar de alguns momentos de excessos das “torcidas” dos candidatos, perfeitamente aceitáveis e esperados. Pelo menos neste aspecto a democracia se mostrou presente e salvou o evento, com todos seus tropeços, falta de melhor organização e certos interesses partidários nada democráticos.

Se houve vencedor no debate ? Oras, claro que sim: o eleitor indeciso.

Dia 07/10 vamos saber quem a população escolheu como vencedor.

 

 

 

Voltar