550 - V.PTA.: QUANTO CUSTA UM VEREADOR ?

15/02/2016 10:18

  Hoje, 15/02, começa efetivamente o período preparatório para campanha eleitoral 2016. A cada quatro anos muitas pessoas, particularmente os pré-candidados, tentam convencer o eleitor de que estão suficientemente habilitados para representá-los no governo municipal aqui de Várzea Paulista. Nas eleições de Outubro próximo, o município vai novamente eleger 1 prefeito e 11 vereadores. No caso dos vereadores, o que eles fazem continua sendo um mistério para a maioria da população.

  Na teoria, os vereadores são responsáveis por legislar sobre temas e prioridades municipais. Na prática, pouco se sabe sobre sua real função, embora a primordial seja fiscalizar o executivo e propor ações em favor da população. Felizmente, ou não, há um teto no orçamento municipal para ser gasto com a câmara de vereadores. Não fosse isso, seguramente a “quebra” de município seria uma praga nacional. E não é só os salários dos 11 vereadores que o eleitor paga, paga os dos seus assessores e comissionados de “confiança”. Portanto, se não se sabe o que faz um vereador, o desafio pode ser descobrir o que faz o assessor do vereador e seus comissionados indicados no governo municipal.

  Vejamos como exemplo o custo disso:

  - se cada assessor ganhar R$ 2.500,00, por exemplo, os 11 ganham juntos R$ 27.500,00 por mês e R$ 330.00000 por ano,

 - se cada vereador tiver 3 cargos de “confiança” no governo municipal, e se cada um ganhasse R$ 2.000,00, então esses cargos (11x3=33) custariam R$ 66.000,00 por mês e R$ 792.000,00 por ano,

  - somando o que ganha cada vereador hoje, R$ 10.000,00 cada, ou 110.000,00 por mês ou ainda R$ 1.320.000,00 por ano, teremos, juntando tudo, um custo anual total de R$ 2.442.000,00, ou R$ 222.000,00 por vereador, pagos pela população que os elegeram.

  Isso pode parecer razoável? Bom, se os números do exemplo fossem corretos, ficaria entendido que uma função básica da câmara municipal é a geração de empregos. É muito dinheiro gasto sem ter a devida contrapartida. Imaginem o que poderia ser feito para a população com o valor total anual.

  Ora, alguém pode sustentar que esse raciocínio tende a ser anarquista. Afinal, podemos também chegar à conclusões não muito diferentes para as Assembleias Legislativas estaduais, Câmara e Senado federais. Isso induziria facilmente à conclusão de que estaríamos melhores sem qualquer forma de governo, o que infelizmente é impossível.

  Mas o eleitor deve ter muita curiosidade em saber o que os vereadores fazem com o dinheiro da população do município. Afinal, eles teoricamente são os políticos mais próximos aos eleitores. Entretanto, geralmente as notícias da Câmara Municipal aparecem somente quando algum escândalo é divulgado pela imprensa, como por exemplo os loteamentos na região do Mursa.

  Esse tipo de legislativo existe em qualquer lugar do planeta. O nome pode ser diferente, mas a função de legislador municipal sempre deveria existir em favor da população. Não é bem assim, e não se conhece informações relativas às diferentes estruturas da legislatura municipal mundo afora, mas suspeita-se de que a câmara municipal aqui de Várzea Paulista não estaria uma boa colocação em um hipotético ranking no quesito sobre o que foi feito em favor da população.

  Infelizmente, aparentemente nos tornamos reféns de uma câmara, que parece um “elefante branco”, que se move conforme os interesses dos vereadores. Como uma casta a parte, certamente os vereadores e seus funcionários jamais permitiriam uma redução nos custos dessa máquina de eficiência “duvidosa” e “inexplicável”.

  Agora, imaginem os eleitores:

  - Como seria se os vereadores não “funcionassem” em função dos próprios interesses pessoais?

 - Ou então, como seria se os vereadores realmente representassem os eleitores em favor da população, e não conforme a vontade do executivo?

  - Ou ainda, como seria se os vereadores fiscalizasse realmente o governo? 

  Bom, as eleições 2016 serão dia 02 outubro, e cada vereador que está  hoje na câmara municipal quer, no mínimo, ser reeleito. Qual(is) será(ão)?  

 

 

 

 

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