596 - V.PTA.: FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E O PÓS DISSIDIO... AGORA É TARDE?

04/06/2016 08:32

   Então... Se todos sabiam que o governo municipal pressionou os comissionados para que aprovassem o repasse parcelado da inflação na Assembleia deste último dissídio salarial dos funcionários públicos, ainda hoje não se entende porque cerca de 230 comissionados conseguiram aprovar a proposta do governo contra cerca de 2000 efetivos. Bom, se há alguma controvérsia é para estar na falta de “união” dos efetivos que permitiram isso, ou seja: que uma minoria de 10,3% que não são efetivos decidissem pelos 89,7% dos efetivos em cerca de 2230 funcionários municipais.

  O Blog recebeu vários emails sobre a abordagem acima, vários de arrependimento de comissionados que votaram para manter o emprego, revelando o “lado negro da força” do governo municipal para impor sua vontade na aceitação da proposta. Foi uma derrota dos representantes sindicais? Foi, mas foi maior ainda dos funcionários efetivos, que demonstrou não ter força nenhuma com o prato, a faca e o queijo na mão. Na verdade foi humilhante de novo, como foi em 2014, segundo comentam boa parte deles.

  Compilamos os emails e temos o resumo abaixo:

  “Durante a Assembleia, o fato mais engraçado foi: os comissionados perguntando onde fica o sindicato.

  Indignação com a Administração Publica. Li nestes dias a reclamação de um funcionário e não é à toa o que a administração está fazendo. Sou funcionária (com cargo) e fiquei envergonhada quando os chefes de setores obrigaram que os comissionados e designados votassem na terça-feira para aceitar a proposta de aumento do salário. Em todas as Secretarias foram a mesma coisa, vergonhoso. 

  Tenho família como muitos, e tivemos que nos calar, o risco de ser demitida se contrariar, é eminente.

  Fiquei frustrada, e com pena dos funcionários efetivos, tamanha a manipulação que a administração pública impõem sobre eles.

  O que mais me revolta, para quem é comissionado, é ser obrigado a mandar mensagem por Whatsapp e Facebock elogiando a administração e futuramente um voto garantido. Obrigados a comparecer em em certas reuniões, muitas com lista de chamada. Sei que existe uma divergência entre efetivos e comissionados, não é à toa, os comissionados ganham bem mais e não precisam prestar concurso. Mas juro por tudo que é mais sagrado que estou com vergonha. 

  Peço desculpas aos amigos efetivos, sei bem que estou tirando a vaga de uma pessoa que foi aprovada num concurso público, provavelmente não foi chamado, e  provavelmente com maior potencial que o meu. Em pleno XXI, ainda passamos por isto.”  

  Bom, AGORA É TARDE... É?

 

 

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