5b - Convenções - 2ª parte: Coligações entre partidos

10/06/2012 12:33

 

5b - Convenções partidárias 2012 - Várzea Paulista

       2ª parte: Coligações entre partidos

       10.06.12

         Adaptado da fonte: http://www.institutophd.com.br/blog/category/pesquisas-eleitorais/

   Iniciando o período das Convenções Municipais, que vai de 10 a 30 junho 2012, as pesquisas de intenção de voto orientam estratégias partidárias, esquenta as movimentações nos bastidores políticos, determinam os rumos das campanhas políticas e despertam o interesse no eleitor.

   Enquanto a período eleitoral ainda não começa efetivamente para os eleitores, os grupos políticos acabam se organizando para ver quem ficará ao lado de quem nas eleições e as alianças acabam sendo muito abertas. Como não há “hierarquia de cargos”, cada partido de cada cidade acaba fazendo a ligações políticas que acha mais conveniente. Até partidos de esquerda acabam se coligando com partidos de direita em cidades menores.

   Um partido que pode ser o dominante em uma cidade pode ser insignificante em um município vizinho. Cabe a estes partidos que não detém grande parte do poder político se juntarem a outros para conseguir ganhar as eleições. Esta é a principal motivação de uma coligação: ter mais força e espaço durante a campanha eleitoral para poder ter mais condições de ganhar uma eleição.

   Há sempre a preocupação de não coligar com políticos com ideologias muito adversas, mesmo que através de uma pesquisa eleitoral identifiquemos um perfil complementar dos candidatos, a população nunca aceitará que duas pessoas que sempre foram como água e vinho, situação e oposição, por exemplo, se unam. Certamente um dos lados sairá perdendo.

   As coligações podem ser feitas com a formulação da chapa que vai concorrer as eleições. Ex: candidato a prefeito do partido A +    candidato a vice-prefeito do partido B. Elas também podem ser formadas com vereadores que apoiam o prefeito. Ainda há a negociação de partidos que apoiam a coligação conseguir alguma secretaria se a chapa for vencedora nas eleições. Tudo é válido, se a pesquisa eleitoral indicar um aumento significativo de intenções de votos. Mas cuidado de novo: sempre deve haver coerência.

   Há grandes problemas a serem resolvidos na hora de uma formulação de coligação política.

   O primeiro deles é ideológico.

   É preciso verificar se a junção de dois ou mais partidos com plataformas e estatutos tão diferentes não acabem causando uma rejeição no eleitorado.

   Outro problema é na hora da própria negociação dos cargos.

   Todo mundo quer os melhores cargos. Então é preciso muita negociação para conseguir se chegar a um acordo de quem será candidato ao cargo eletivo, a vice e quem só ajudará na eleição ao executivo. 

   Sabe o que pode ajudar nesta decisão? Claro, as pesquisas.

   No caso do problema de coligações com ideias distintas, uma pesquisa para ver a reação do público em relação a isso pode ser muito importante na hora de decidir se faz ou não uma coligação. A melhor pesquisa neste caso seria uma enquete para ver o que as pessoas pensam da união de partido A+B e do índice de aceitação e rejeição dos pré-candidatos. O estudo da imagem nesse caso, de acordo com o perfil do eleitorado, é essencial!

   No segundo caso, a questão pode ser resolvida com uma pesquisa de popularidade. Obviamente, o partido que tiver mais força no município deve ter o candidato a prefeito. Uma enquete para saber qual é o candidato mais adequado pode ajudar a resolver esta discussão.

 

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