5f - Convenções - 6ª parte: Bastidores 2 e o PMDB

15/06/2012 10:09

5f - Convenções partidárias 2012 - Várzea Paulista

       6ª parte: Bastidores 2 e o PMDB
       15.06.12

         Enviado por visitante às 12:05h,

         revisado pelo Blog.

    Com o acirramento das disputas nas negociações para coalizão, correm fortes especulações sobre a possível saída do PMDB do governo municipal para se coligar com a oposição, com participação e interferência externa, revelando a extensão de influências nos assuntos e nas decisões político-partidárias de Várzea Paulista, sugerindo certa dificuldade de autonomia local, e que fidelidade está vinculada apenas aos interesses, vantagens cada vez maiores e poder. Tem ainda o PSB correndo paralelo, que comenta-se em "off" também ter deixado o governo para tentar novas possibilidades e garantir o partido no poder, como se vê no caso do PMDB, agitando a base aliada e as demais oposições.

   Com privilégio da informação de bastidores, especula-se também uma indicação extra-oficial de um empresário da cidade para assumir a presidência do PMDB após publicação no Diário Oficial na próxima segunda feira, 18/06.

   Pergunta-se:

   1- Onde a democracia entra nessa fórmula política ?

       Não entra como deveria. O que vemos é o exercício particular dos partidos políticos em favor próprio, normalmente dos lideres, cuja causa é sempre oculta aos eleitores e até dos militantes e simpatizantes.

   2- O que o eleitor ganha com isso ?

       Não ganha como deveria. Os políticos vê os eleitores apenas como os que vão mantê-los ou levá-los ao poder, garantindo-lhes as regalias inerentes ao votar neles ou no partido.

    3- Existe fidelidade no meio político ?

        Ingenuidade acreditar nisso pois, por mais que se procure meios para impedir a infidelidade nas composições partidárias, mesmo por meio da justiça eleitoral, os próprios parlamentares e chefes políticos se esforçam para manter o status atual, o que lhes permite e garante a mobilidade impune conforme seus interesses pessoais e do grupo que representa.

    4- Afinal, quem ganha ?

      Os moradores da cidade é que não é, e dificilmente serão, mas todos sabemos quem realmente ganha.

      Exceto uma minoria, muito consciente e politizada que deseja a democracia verdadeira e participativa, a maioria dos moradores, muitos desavisados, desinteressados, distraídos, outros simpatizantes ou militantes que sejam, fica assistindo a disputa pelo poder de forma até apática e sem reagir por estarem iludidos, nem mesmo no voto existe uma reação ao estado de coisas que vemos na política daqui e de todos os lugares.

  5- O que fazer ?

 Essa a pergunta que merece toda atenção do eleitor.

        É com o voto consciente que se muda um estado de coisas estabelecidas por aqueles que só pensam no poder, respiram o poder e lutam pelo poder para garantir pelo menos 4 anos de vantagens particulares.

        Estudar cada partido, coligação, candidato e cada proposta com seriedade já é um primeiro passo para se decidir por uma mudança real. Não só ver o que cada um já fez, vai fazer, promete, etc., mas conhecer sua história de vida na cidade, sua participação e comportamento na comunidade em que vive, se tem problemas com a justiça, com vizinhança e tudo mais que retrate quem realmente ele é, o que se pode esperar dele, o que ele tem verdadeiramente a oferecer para cidade e para o eleitor  acreditar nele. E, o mais importante, se ele não toma decisões em meio das suas variações de humores emocionais/passionais.

Lembre-se eleitor, o que pensam os políticos nas palavras do inesquecível Chico Anisio:

- “O povo ? É apenas um detalhe”.

Eles só precisam do seu voto !

Mas, e você, do que precisa ?


 

 

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